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16 agosto, 2016

Margaret Heafield Hamilton [ 17 de agosto de 1936 ] [ Mulheres Admiráveis ]




Margaret Hamilton, engenheira líder de software do Projeto Apollo ao lado do código que ela escreveu À MÃO e foi usado para enviar a humanidade à lua. (1969)
Margaret Hamilton, engenheira líder de software do Projeto Apollo ao lado do código que ela escreveu À MÃO e foi usado para enviar a humanidade à lua. (1969)



Margaret Heafield Hamilton [ 17 de agosto de 1936 ] Cientista da Computação, engenheira de sistemas e de negócios, foi Diretora da Divisão de Engenharia de Software do MIT no Laboratório de Instrumentação, o qual desenvolveu o software de vôo on-board para o programa espacial Apollo. Em 1986, ela tornou-se a fundadora e CEO da Hamilton Technologies Inc. em Cambridge, Massachusetts. A empresa foi a desenvolvedora do 📄 Universal Systems Language baseado em seu paradigma de desenvolvimento antes do fato (DBTF) para os sistemas e design de software. Hamilton publicou mais de 130 papers, processos, e reportagens sobre os 60 projectos e seis grandes programas em que ela esteve envolvida.

Ela ensinou brevemente matemática no ensino médio e francês após a formatura, a fim de apoiar o marido enquanto ele trabalhava em seu diploma de graduação em Harvard, com o objetivo final de obter um diploma de pós-graduação em um momento posterior. Ela se mudou para Boston, Massachusetts, com a intenção de fazer a pós-graduação em matemática abstrata na Universidade de Brandeis. Em 1960, ela tomou uma posição provisória no MIT para desenvolver software para a previsão do tempo no LGP-30 e os computadores PDP-1 (no Projeto MAC de Marvin Minsky) para o professor Edward Lorenz no departamento de meteorologia. Hamilton escrevia, o quê naquela época na ciência da computação e engenharia de software, que ainda não eram disciplinas e os programadores aprendiam com o trabalho a experiência, à mão.


Margaret Hamilton, engenheira líder de software do Projeto Apollo
Em 1995. 📄 Postagens com marcador Mulheres Admiráveis.



29 abril, 2016

C/2014 S3 (PANSTARRS) Fragmento único da formação da Terra retorna após bilhões de anos de congelamento




Fragmento único da formação da Terra retorna após bilhões de anos de congelamento

Cometa sem cauda da Nuvem de Oort traz pistas sobre a origem do Sistema Solar


Num artigo científico publicado hoje na revista Science Advances, a autora principal Karen Meech, do Instituto de Astronomia da Universidade do Hawai, e colegas concluem que C/2014 S3 (PANSTARRS) se formou no Sistema Solar interior na mesma época que a própria Terra, mas que foi ejetado numa fase muito inicial.
C/2014 S3 (PANSTARRS)

As observações indicam que se trata de um corpo rochoso antigo e não de um asteroide contemporâneo que se afastou. Como tal, é um dos potenciais blocos constituintes dos planetas rochosos (como a Terra), que foi expelido para fora do Sistema Solar interno e preservado em congelamento profundo na Nuvem de Oort durante bilhões de anos [1]. Karen Meech explica a observação inesperada:

“Conhecemos a existência de muitos asteroides, no entanto todos eles já foram “cozidos” pelos bilhões de anos que passaram perto do Sol. Este é o primeiro asteroide “cru” que observamos, tendo sido preservado no melhor congelador que existe!”

C/2014 S3 (PANSTARRS) foi originalmente identificado pelo telescópio Pan-STARRS1 como sendo um tênue cometa ativo, quando estava um pouco mais afastado do que duas vezes a distância da Terra ao Sol. O seu atual período orbital longo (cerca de 860 anos) sugere que a sua fonte é a Nuvem de Oort e que teria sido empurrado há relativamente pouco tempo para uma órbita que o traz próximo do Sol.

A equipe reparou imediatamente que C/2014 S3 (PANSTARRS) era diferente, uma vez que não possui a cauda característica que a maioria dos cometas de longo período desenvolvem quando se aproximam muito do Sol. Foi assim que ele ganhou o nome de cometa Manx, em homenagem ao gato sem cauda. Algumas semanas após a sua descoberta, a equipe obteve espectros do fraco objeto com o Very Large Telescope do ESO, no Chile.

Um estudo cuidado da luz refletida por C/2014 S3 (PANSTARRS) indica que se trata de um asteroide típico do tipo S, encontrado geralmente no cinturão principal interno de asteroides. Não é parecido com um cometa típico, objetos que se pensa serem formados no Sistema Solar exterior e que são gelados em vez de rochosos. O material parece ter sido pouco processado, indicando que esteve congelado durante um longo período de tempo. A atividade de tipo cometário extremamente fraca associada a C/2014 S3 (PANSTARRS) é consistente com a sublimação do gelo d'água, e é cerca de um milhão de vezes menor que nos cometas ativos de longo período que se encontram a distâncias semelhantes do Sol.

Os pesquisadores concluem que este objeto é provavelmente constituído por material do Sistema Solar interno que esteve guardado durante muito tempo na Nuvem de Oort e que agora encontrou o seu caminho de volta ao Sistema Solar interior.

Vários modelos teóricos conseguem reproduzir a maior parte da estrutura que vemos no Sistema Solar. Uma diferença importante entre estes modelos são as previsões relativas aos objetos que constituem a Nuvem de Oort. Os diferentes modelos prevêem razões significativamente diferentes entre objetos gelados e rochosos. Por isso, esta primeira descoberta de um objeto rochoso na Nuvem de Oort é um teste importante das diferentes previsões dos modelos. Os autores estimam que serão necessárias observações de 50 a 100 destes cometas Manx para se distinguir entre os atuais modelos, abrindo assim um caminho importante no estudo das origens do Sistema Solar.

O co-autor Olivier Hainaut (ESO, Garching, Alemanha) conclui: “Descobrimos o primeiro cometa rochoso e estamos à procura de outros. Dependendo de quantos encontrarmos, saberemos se os planetas gigantes “dançaram” ao longo do Sistema Solar quando eram jovens, ou se cresceram pacatamente sem grandes deslocamentos.”

Notas

[1] A Nuvem de Oort é uma região enorme que rodeia o Sol como uma espessa bolha de sabão gigante. Estima-se que contenha trilhões de pequenos corpos gelados. Ocasionalmente, um destes corpos é empurrado para o Sistema Solar interno, onde o calor do Sol o transforma num cometa. Pensa-se que estes corpos gelados tenham sido ejetados a partir da região dos planetas gigantes, quando estes se estavam se formando, no início do Sistema Solar.

Mais Informações

Este trabalho foi descrito no artigo científico intitulado “Inner Solar System Material Discovered in the Oort Cloud”, de Karen Meech et al., que foi publicado na revista especializada Science Advances.

A equipe é composta por Karen J. Meech (Institute for Astronomy, University of Hawai, EUA), Bin Yang (ESO, Santiago, Chile), Jan Kleyna (Institute for Astronomy, University of Hawai, EUA), Olivier R. Hainaut (ESO, Garching, Alemanha), Svetlana Berdyugina (Institute for Astronomy, University of Hawai, EUA; Kiepenheuer Institut für Sonnenphysik, Freiburg, Alemanha), Jacqueline V. Keane (Institute for Astronomy, University of Hawai, EUA), Marco Micheli (ESA, Frascati, Itália), Alessandro Morbidelli (Laboratoire Lagrange/Observatoire de la Côte d’Azur/CNRS/Université Nice Sophia Antipolis, França) e Richard J. Wainscoat (Institute for Astronomy, University of Hawai, EUA).

O ESO é a mais importante organização européia intergovernamental para a investigação em astronomia e é de longe o observatório astronômico mais produtivo do mundo. O ESO é financiado por 16 países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Itália, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça, assim como pelo Chile, o país de acolhimento. O ESO destaca-se por levar a cabo um programa de trabalhos ambicioso, focado na concepção, construção e operação de observatórios astronômicos terrestres de ponta, que possibilitam aos astrônomos importantes descobertas científicas. O ESO também tem um papel importante na promoção e organização de cooperação na investigação astronômica. O ESO mantém em funcionamento três observatórios de ponta no Chile: La Silla, Paranal e Chajnantor. No Paranal, o ESO opera o Very Large Telescope, o observatório astronômico ótico mais avançado do mundo e dois telescópios de rastreio. O VISTA, o maior telescópio de rastreio do mundo que trabalha no infravermelho e o VLT Survey Telescope, o maior telescópio concebido exclusivamente para mapear os céus no visível. O ESO é um parceiro principal no ALMA, o maior projeto astronômico que existe atualmente. E no Cerro Armazones, próximo do Paranal, o ESO está a construir o European Extremely Large Telescope (E-ELT) de 39 metros, que será “o maior olho do mundo virado para o céu”.

Contatos

Gustavo Rojas
Universidade Federal de São Carlos
São Carlos, Brazil
Tel.: +551633519797
e-mail: grojas@ufscar.br

Karen Meech
Institute for Astronomy, University of Hawai`i
Honolulu, HI, USA
Tel.: +1 808 956 6828
Cel.: +1 720 231 7048
e-mail: meech@ifa.hawaii.edu
Olivier Hainaut
ESO Astronomer
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28 março, 2016

Evidência da formação tardia das Luas de Saturno

Tethys Tethys

Saturno

MOUNTAIN VIEW, Califórnia, 24 de março - Algumas das luas de Saturno são surpreendentemente jovens. Uma nova pesquisa do Instituto SETI sugere que algumas das luas do gigante de gás e porções de seus anéis foram formados depois do reinado dos dinossauros, a apenas 100 milhões de anos atrás. As interações de maré - o empurrar e puxar das forças gravitacionais - entre os satélites internos de Saturno eo líquido interno do gigante de gás tem alterado as luas e os anéis de Saturno ao longo do tempo, puxando-os para mais longe ou inclinando-os com mudança de ângulo. Ocasionalmente, estas luas entram em ressonâncias orbitais, sendo que os dois ficam travados em órbitas estreitamente relacionadas. Pesquisadores da SETI construíram um modelo para simular as mudanças nas órbitas das luas e anéis de Saturno ao longo do tempo. Quando eles olharam para as órbitas de algumas das luas e anéis internos de Saturno - incluindo Tethys, Dione e Rhea - eles encontraram alterações modestas que não eram esperadas. A discrepância sugere que alguns dos satélites de Saturno tiveram menos forças de maré e interações gravitacionais exercido sobre elas - menos oportunidades para entrar em ressonância orbital. Em conjunto com o seu modelo, os pesquisadores estimaram a força de maré de Saturno usando dados sobre a atividade geotérmica da lua Encelado. A atividade geotérmica consistente e considerável da lua gelada sugere que as forças de maré de Saturno são muito fortes. Dado o poder de forças de maré de Saturno e as alterações mínimas das luas internas de Saturno, os pesquisadores estimaram que os satélites internos do gigante de gás não são de mais de 100 milhões de anos. Os dinossauros na Terra apareceram pela primeira vez no período Triássico, 231,4 milhões de anos atrás.

Saturno


"Então, surge a pergunta, o que causou o recente nascimento das luas internas?" Matija Cuk, investigador principal no Instituto SETI. "O nosso melhor palpite é que Saturno tinha uma coleção semelhante de luas antes, mas suas órbitas foram perturbados por um tipo especial de ressonância orbital envolvendo movimento de Saturno em torno do Sol," Cuk disse em um comunicado à imprensa.

"Eventualmente, as órbitas das luas vizinhas se cruzam, e esses objetos colidem. A partir deste entulho, o presente conjunto de luas e anéis se formou."

A pesquisa está programado para ser publicado no Astrophysical Journal.

DYNAMICAL EVIDENCE FOR A LATE FORMATION OF SATURN'S MOONS [ Matija Ćuk , Luke Dones , and David Nesvorný Published 2016 March 24 • © 2016. The American Astronomical Society. All rights reserved. ]

HD 80606 b & Júpiteres quentes

BOSTON, 28 de março (MIT) - Pesquisadores descobriram um mundo alienígena diferente de qualquer outro - um "Júpiter quente" com uma órbita oblíqua, tipo cometa.

Júpiteres quentes são gigantes gasosos com um tamanho e composição comparável a Júpiter, mas com uma órbita mais semelhante à Terra em torno de sua estrela hospedeira, a sua proximidade com a estrela é o que a torna quente. Embora primeiro os astrônomos assumissem que a maioria dos sistemas solares eram como o nosso - planetas rochosos no interior e gigantes gasosos mais frios e mais longínquos da estrela do sistema - os cientistas planetários, desde então, descobriram várias centenas de Júpiteres quentes. Mas eles nunca tinham observado nada como o HD 80606 b. O planeta é aproximadamente do mesmo tamanho de Júpiter, mas quatro vezes mais massivo. Ele orbita uma estrela na constelação de Ursa Major, 190 anos-luz da Terra. Durante una relativa curta órbita do gigante de gás que gasta 100 dias num efeito boomerang longe de sua estrela-mãe, depois retorna, ele abraça uma curva apertada que dura apenas 20 horas na oposição da órbita. Durante a sua abordagem, HD 80606, absorve enormes quantidades de energia a partir de sua estrela.

"Se a Terra fosse transferida tão perto do nosso sol, não demoraria muito tempo para que a perca de nossa atmosfera acontecesse e transformaria a superfície em magma," Julien de Wit, pesquisador de pós-doutorado no Department of Earth, Atmospheric and Planetary Sciences do MIT, em um comunicado à imprensa.

Surpreendentemente, todo esse calor se dissipa rapidamente, dentro de 10 horas de sua estreita órbita pela estrela, HD 80606 b, esfria o suficiente para desaparecer da vista do Telescópio Espacial Spitzer da NASA. Os investigadores acreditam que Júpiteres quentes nascem longe de suas estrelas hospedeiras e depois são empurradas para mais perto por estrelas vizinhas. Como eles são empurrados para dentro, sua gravidade comprime o gás do planeta. A compressão espreme energia na forma de calor e leva um pouco de vapor para fora da trajetória do planeta. Ao longo do tempo, isto permite que a desaceleração do planeta permita assumir uma órbita circular mais típica. O processo é chamado de "circularização." Os cientistas assumem que circularização aconteceu de forma relativamente rápida e que Júpiteres quentes são facilmente comprimidos. No entanto, HD 80606 b não é tão "mole", eo modelo de computador sugere que ele vai manter a sua órbita oblongada por pelo menos mais 10 mil milhões de anos. Os pesquisadores dizem que o trabalho - detalhado no journal Astrophysical Journal Letters -- calls the theory of hot Jupiter formation into question.

"Este sistema é, sem dúvida, muito original, uma vez que parece desafiar, em muitos aspectos nossa compreensão das interações planeta-estrela e formação de planetas", diz de Wit.

"Esperamos que futuros estudos de sistemas similares nos ajudem a avaliar o quão especial este sistema é e quão longe as nossas teorias iniciais estão." MIT
HD 80606 b