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16 outubro, 2016

A Vida tem preço Sim


A Vida tem preço Sim

A tese politicamente correta: O "STF, Minha Vida Não Tem Preço" é um movimento formado por associações e grupos de pacientes que representam mais de 50 patologias, entre doenças graves e raras que desde setembro de 2016 que tenta "sensibilizar" a sociedade sobre a importância da manutenção do fornecimento público de tratamentos de alto custo e não registrados pela Anvisa. Se cerca de 6% a 8% da população mundial sofram com alguma doença rara, logo no Brasil esse número chega a 13 milhões de pessoas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o desafio torna-se ainda maior considerando que 95% das doenças raras não possuem tratamento específico e dependem de uma rede de cuidados paliativos.


O politicamente incorreto, ou a verdade: Bem... Vamos ao ponto: Se cerca de 13.000.000 de pessoas custarem tão somente R$ 100.000,00 por ano(todos tratamentos caros, alguns ao custo de milhões de dólares), logo temos uma conta de: R$ 1.300.000.000.000,00 (1 trilhão e 300 milhões de reais), ou aproximadamente 65% do orçamento de 2015 de todos os governos(municipais, estaduais e federal), se um julgamento garantir o "direito" de assistência pública de Saúde gratuita universal e sem restrição de limite, o país quebra meses depois. É dura a verdade, Leis não são panacéias para a cura dos males eo governo não pode fazer nada... Sem tirar do próprio povo, e da população mais pobre que paga pelo repasse de impostos em tudo que consome. É dura a verdade, mas é a verdade.

22 agosto, 2016

Valeu o preço?


Brasil Olímpico
Orçamento do Bolsa-Atleta no Ciclo Olímpico (2013)2016):

R$ 602.000.000,00

Medalhas conquistadas: 19

Custo por Medalha: R$ 31.684.210,52

Valeu o preço?

E se contar o orçamento do inútil Ministério dos Esportes, o custo explode...

16 agosto, 2016

Quadro de Medalhas




Orçamento do Bolsa-Atleta



Reduzindo Custos

Orçamento do Bolsa-Atleta Ciclo Olímpico (2013-2016)

R$ 602.000.000,00

Medalhas até o momento: 9

Investimento por medalha até o momento:

R$ 66.888.888,8888888....

Sem contar o custo do Ministério dos Esportes ea arrecadação das loterias...

Brasil, Ganhador da Medalha de Ouro com a Frase Mongolóide das Olimpíadas

"Química não é uma ciência exata."

12 agosto, 2016

Reduzindo Custos




Orçamento do Bolsa-Atleta



Reduzindo Custos
Orçamento do Bolsa-Atleta

Ciclo Olímpico (2013-2016)

R$ 602.000.000,00

Medalhas até o momento: 4

Investimento por medalha até o momento:

R$ 150.500.000,00....

Sem contar o custo do Ministério dos Esportes ea arrecadação das loterias...


Orçamento do Bolsa-Atleta



Brasil, Ganhador da Medalha de Ouro com a Frase Mongolóide das Olimpíadas "Química não é uma ciência exata."

Os Leões e as Lebres (Esopo in Aristóteles, Política 3.1284a)


Esopo in Aristóteles,  Política 3.1284a

Os Leões e as Lebres (Fragmento de Esopo in Aristóteles, Política 3.1284a)
"[...] Na verdade, um homem seria ridículo se ele tentase legislar para eles, pois provavelmente eles iriam dizer (o quê foi dito) na história de Antístenes [ Nota ], dos leões falando as lebres quando fizeram os discursos e exigiram que todos deveriam ter igualdade."
Nota: "[ Os Leões ] Vocês falam bem, lebres, mas onde estão os seus dentes e garras?"
Esopo [ Αἴσωπος c. 620-564 a.C. ] Fabulista Greco, creditado por uma série de fábulas, agora conhecidas coletivamente como Fábulas de Esopo, sua existência permaneça incerta e nenhum escrito sobreviveu, numerosos contos creditados a ele foram reunidos ao longo dos séculos e em muitos idiomas em uma tradição narrativa que continua até hoje, os contos são caracterizadas por animais e objetos inanimados que falam, resolvem problemas, e geralmente têm características humanas.

📄 Fábulas de Esopo

10 agosto, 2016

Tens toda a liberdade de expressão, mas...

Luciano de Samósata [ Λουκιανὸς Σαμοσατεύς ] Nasceu em c. 125 em Samósata, na província romana da Síria, e morreu pouco depois de 181, talvez em Alexandria, Egito, viveu na região de Commagene perto da Síria no segundo século. Ele foi o autor de cerca de 80 obras, dos quais este trecho do satírico Diálogos dos Mortos.

Diógenes e Pollux

Personagens:

📄 Diógenes de Sinope [ Διογένης ὁ Σινωπεύς ] Sinope, 404 ou 412 a.C. – Corinto, c. 323 a.C.. Também conhecido como Diógenes, o Cínico, filósofo da Grécia Antiga. Os detalhes de sua vida são conhecidos através de anedotas, foi exilado de sua cidade natal e se mudou para Athenas, onde teria se tornado um discípulo de Antístenes, antigo pupilo de Sócrates. Tornou-se um mendigo que habitava as ruas, fazendo da pobreza extrema uma virtude; diz-se que teria vivido em um grande barril, no lugar de uma casa, e perambulava pelas ruas carregando uma lamparina, durante o dia, alegando estar procurando por um homem honesto.

Pollux/Pólux - Príncipe Espartano Imortal, filho de Leda, Rainha Espartana casada com o Rei Tíndaro, mas tendo como pai • 📄 Zeus [ Ζευς ] que transformado em cisne "abraçou Leda em um banho de riacho" e a engravidou de Pollux e Helena de Esparta/Tróia, ambos Imortais, nascidos com seus meios-irmãos mortais filhos de Tíndaro, Castor [ Κάστωρ ] e Clitemnestra, junto com seu irmão eram conhecidos como Polideuces [ Πολυδεύκης "vinho muito doce" ], ou Dióscuros [ Διόσκουροι "filhos de Zeus" ], ou Tindáridos [ Τυνδαρίδαι - latim: Tyndaridae ] uma referência ao pai de Castor e pai adotivo de Pólux, em latim como os Gêmeos (Gemini) ou Castores. Os dois irmãos gêmeos da mitologia greco-romana, filhos de Leda com Tíndaro e Zeus, respectivamente, irmãos de Helena de Esparta/Tróia e Clitemnestra, e meio-irmãos de Timandra, Febe, Héracles e Filónoe. Leda, que havia recentemente sido desposada por Tíndaro, herdeiro do reino de Esparta, tem Zeus fascinado com a sua beleza e deseja "unir-se" a ela, mesmo sabendo que não seria aceito, sendo ela recém casada. Assim, Zeus assume a forma de um belo cisne e se aproxima de Leda enquanto ela se banhava em um rio. A jovem põe o animal no colo e o acaricia. Meses depois, Leda cai contraída por dores e percebe que do seu ventre haviam saído dois ovos: do primeiro, nascem Castor e Clitemnestra, do segundo, Pólux e Helena. Em um ovo os filhos de Zeus, Helena e Pólux, imortais, enquanto seus irmãos, filhos de Tíndaro, mortais. Rapto de Hilária e Febe - A grande batalha que determinaria os seus destinos aconteceu contra dois outros irmãos gêmeos: Idas e Linceu, herdeiros do reino da Messênia e noivos de Hilária e Febe. Os Dióscuros se apaixonaram perdidamente pelas duas jovens e tentam raptá-las, enfrentando assim a fúria dos messênios. No combate entre as duas duplas, Idas desfere um golpe de lança fatal em Castor, que morre. Pollux que é imortal depois da morte de Castor pede para dividir o dom com o irmão a Zeus, que concede a cada um o revezamento da imortalidade na forma de um dia para cada um deles.
[ Diógenes ] Pollux, eu tenho um pedido para ti; Da próxima vez que tu ires lá para cima, e eu acho que é a sua vez de ir para à Terra amanhã, se tu se deparares com Ménippos[1], o cínico, o encontrarás sobre o Craneum em Corinto, ou no Lyceum, rindo dos filósofos das boas disputas filosóficas, dar-lhe esta mensagem:

Ménippos, Diógenes aconselha-te, a não se sujeitais as mortais risadas e comeces a mortalha, é para desceres aqui abaixo, onde encontrás material muito mais rico; Do quê onde tu estais agora, há sempre uma pitada de incerteza na mesma; a questão será sempre intrometer-me. Quem pode ter certeza o bastante sobre o futuro? Aqui, você pode ter o seu riso fora da segurança, como eu; Ele é o melhor dos desportos, ver milionários, governadores, déspotas, agora serem insignificantes; Tu só pode dizer-lhes por suas lamentações, eo desânimo espiritual que é o legado de seus melhores dias.

Diga-lhe isso, e mencione que ele tinha coisas melhores na carteira como a abundância de tremoço[2], e quaisquer ninharias considero-o a ele para poder colocar no caminho do pobre e distribuí-lo[3] ou com ovos lustrais[4].
[1] 📄 Ménippos/Menipo [ Μένιππος ] Cínico, sarcástico e burlesco por volta da primeira metade do século III a.C. Seu nome inspirou a criação do gênero literário chamado de Sátira menipeia, suas obras estão todas perdidas, São Jerônimo as rotula como Satirarum Menippearum Libros, e Luciano que escreveu vários diálogos com Menipo sendo um personagem, são as duas referências principais.
[2] Tremoço/Lupinus é um dos gêneros de plantas da família das fabáceas, subfamília Faboideae. Há cerca de 150 espécies classificadas neste gênero e conhecidas como tremoceiro (subgêneros Lupinus , e Platycarpos (Wats.) Kurl.). A maioria destas espécies tem a propriedade de fixar Azoto/Nitrogênio nos solos, e muitas são utilizadas como fertilizante natural em zonas agrícolas. As sementes das plantas do gênero Lupinus são conhecidas como tremoços. A semente, de cor amarela, não tem aproveitamento agrícola, o tremoço in natura contém um aminoácido neurotóxico que o veda ao consumo humano, além de uma série de substâncias alcalóides dotadas de efeitos neurotóxicos e hepatóxicos do grupo da quinolizidina, como a lupanina, ou lupinina, mas isto só ocorreria com o consumo do grão fresco ou seco, e em grandes quantidades e por longos períodos.
[3] No grego: "refeição de um Hécate deixada em uma esquina." Homens ricos costumavam fazer oferendas à Hécate no dia 30 de cada mês para a deusa das estradas e das esquinas, e estas ofertas eram imediatamente aproveitadas pelos miseráveis, ou, como aqui, os cínicos. Costume visto nas oferendas das seitas afro-brasileiras que ouviram o galo e não souberam onde.
[4] Os ovos eram usados ​​freqüentemente como ofertas de purificação e partidos na frente da casa do purificado.
[ Pollux ] Vou dizer a ele, Diógenes. Mas me dê alguma idéia de sua aparência.

[ Diógenes ] Velho, careca, com um manto que lhe permite muita luz e ventilação, e é remendado com todas as cores do arco-íris; Sempre rindo, e, geralmente, escarnecendo filósofos pretensiosos.

[ Pollux ] Ah, eu não poderei confundi-lo agora.

[ Diógenes ] Posso dar-lhe outra mensagem a esses mesmos filósofos?

[ Pollux ] Oh! Eu não me importo; continue.

[ Diógenes ] Carregá-os em geral a desistir de jogar a tolice de discutir sobre a metafísica, enganando-se uns aos outros com quebra-cabeças de chifres e de crocodilos e ensinando as pessoas a desperdiçarem a sagacidade em tais absurdos.

[ Pollux ] Ah! Mas se eu disser alguma coisa contra as suas sabedorias, eles me chamarão de "cabeça-fechada" ignorante.

[ Diógenes ] Então diga a eles de minha parte para irem para o diabo.

[ Pollux ] Muito bem; confie em mim.

[ Diógenes ] E então, meu mais simpático dos Polideuces, há esta para os ricos:

Oh! Vãos tolos, porque tesouros de ouro? Por isso de todas essas dores, que mais se somas a adição de 100 em 100, quando vocês em breve deveram vir até nós com nada além do beco sem dinheiro?

[ Pollux ] Eles terão a sua mensagem também.

[ Diógenes ] Ah! E uma palavra para o belo e forte; Mégillos(5?), de Corinto, e Damoxenus(6) o lutador, vais dizê-las. Informe-os quê as sobrancelhas ruivas, olhos brilhantes ou pretos, bochechas rosadas, estão tão fora de moda aqui como os músculos tesos ou ombros poderosos; Homem a homem, são tão semelhantes como duas ervilhas, dizer-lhes, como se trata de descobrir o cérebro e não a beleza.
[5?]Mégillos ou Megellos [ Μέγιλλος, Μεγελλος ] Há dois registros com esse nome: O primeiro Espartano, um dos três membros de uma delegação que negociou a libertação de prisioneiros de guerra em Athenas, em 408/7 a.C., provavelmente idêntico com um membro homônimo de uma delegação enviado por Agesilaus II a Tisafernes em 396 (Xen. Inferno. 3,4,6), e um interlocutor com Platão, descrito como convidado dos atenienses. O segundo de Eleia, Elea ou Élea [ Ελαία ], denominada Vélia na época romana, uma antiga cidade da Magna Grécia(Península Itálica), foi um dos que, sob Timoleon, recolonizou Agrigentum, ajuntando os remanescente dos seus cidadãos em aproximadamente 338 a.C. (Plut. Tim. 35 - Diod. 16.82, 83). Esta foi a primeira tentativa de restaurar a cidade após a sua desolação pelos cartagineses em 406 a.C. (Diod. 13,81)
[6] Damoxenos de Siracusa, pugilista, ligado a lenda com Creugas de Durres, que se conheceram durante os Jogos de Neméia e segundo a lenda: os dois estavam tão equilibrados que a competição durou horas sem uma decisão, como não havia fim à vista, os dois concordaram em tomar um único golpe, sem defesa do outro. Creugas deu o primeiro soco, acertando Damoxenos na cabeça. Damoxenos, atingiu Creugas depois no lado e arrancou os seus intestinos. Os Argives desclassificaram Damoxenos por matar o seu oponente e Creugas foi postumamente declarado vencedor.
[ Pollux ] Este é ao belo e forte; Sim, eu posso lidar com isso.

[ Diógenes ] Sim, meu Espartano, e este é para os pobres. Há um grande número deles, muitos tristes e ressentidos com o seu desamparo. Diga-lhes para secarem as suas lágrimas e cessarem os seus gritos; explica-lhes que aqui um homem é tão bom quanto o outro, e eles vão encontrar aqueles que eram ricos na terra não melhores do quê eles mesmos.

Quanto aos seus Espartanos, você não vai se importar de repreendê-los, por mim, em cima de sua degenerescência presente?

[ Pollux ] Não, não, Diógenes; Deixe Esparta somente; É ir longe demais; Seus outros pedidos serão executados.

[ Diógenes ] Ah, bem... deixá-los de fora, se você se preocupa com ela; Mas diga a todos os outros o quê eu disse.



Moral da história: Tens toda a liberdade de expressão para falares as bobagens que quiseres, mas não fales nem do meu cachorro.


Tens toda a liberdade de expressão para falares as bobagens que quiseres, mas não fales nem do meu cachorro


08 agosto, 2016

O Sonho acabou: Que Bom [ Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil ]

O Sonho acabou: Que Bom

Em 1971, o grupo guerrilheiro Ação Popular aderiu ao leninismo(Por favor dê um Google para saber o que isso significa - é muito chato explicar). Seus integrantes decidiram mudar o nome da organização para Ação Popular Marxista-Leninista (AP-ML), sacramentando a mudança com um novo Programa Básico.


Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil
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Escreveram eles: A sociedade comunista será uma sociedade sem classes e sem Estado; uma sociedade onde terá desaparecido toda diferença entre operários e camponeses, entre cidade e campo e entre trabalho manual e intelectual; uma sociedade de abundância para todos, de incalculável desenvolvimento técnico e material, onde toda penúria e pobreza não mais existirão; uma sociedade onde a propriedade dos meios de produção e circulação dos bens estará completamente unificada, sob a forma de propriedade de todo o povo; O programa básico da Ação Popular Marxista-Leninista é muito similar a um texto mais antigo — o Livro de Isaías. Pelo menos 2 mil anos antes da AP-ML, o capítulo 65 do texto bíblico dizia: Eles edificarão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque a longevidade do meu povo será como a da árvore, e os meus eleitos desfrutarão de todo as obras das suas próprias mãos. Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a calamidade, porque são a posteridade bendita do Senhor, e os seus filhos estarão com eles.

A análise mais interessante que se faz do comunismo é considerá-lo uma religião - uma das religiões da salvação terrena.

Esse ponto de vista nasceu já no século XIX, logo depois de Karl Marx espalhar suas idéias nos pubs londrinos. O raciocínio é o seguinte: a partir do século XVI, a revolução científica derrubou a idéia de um mundo justo, em ordem, acabado e sob harmonia divina. Das descobertas de Galileu a Darwin, nasceu a imagem do universo como um lugar caótico, sem finalidade e freqüentemente desequilibrado por terremotos, erupções, extinções em massa. A idéia de harmonia divina, de céu e de paraíso foi aos poucos ruindo. Apesar disso, as pessoas continuaram negando a vida real em nome de mundos de perfeita harmonia — desta vez, mundos que seriam criados pelo próprio homem. Assim como o cristianismo, o socialismo se baseava em paisagens idílicas. Se os cristãos lutavam para ir para o céu, os comunistas buscavam trazer o céu à Terra. Lutavam pela sociedade revolucionária, um lugar tão perfeito e irreal quanto o paraíso.

Como as grandes religiões, o comunismo tinha visões do Paraíso, como mostra o programa da Ação Popular. Também tinha culpados pelo pecado original.

”Se atribuímos nosso estado ruim a outros ou a nós mesmos — a primeira coisa faz o socialista, a segunda, o cristão, por exemplo — é algo que não faz diferença”, escreveu Friedrich Nietzsche em "O Crepúsculo dos ídolos, de 1888".

Mesmo na história do Brasil, em quê o comunismo não passou de um plano, é fácil compará-lo a uma religião. As organizações deixaram à mostra o fato de serem muito parecidas com religiões ou seitas radicais. Diversas tinham rituais de iniciação, como batismos, baseados na idolatria fanática a personagens míticos. A cartilha dos Grupos de Onze, aqueles que Leonel Brizola propagandeava na rádio, propunha um ritual de iniciação em que os participantes deveriam ”proceder à leitura solene, com todos os onze companheiros de pé, do texto da ata e da carta-testamento do presidente Getúlio Vargas”. Depois da leitura da carta, os novos membros teriam que escrever seu nome abaixo da assinatura do presidente suicida. Comprometiam-se a dar vida pelo país assim como fez Getúlio Vargas. Radicais religiosos geralmente se metem em martírios que parecem loucura para quem vê de fora. Às vezes se tornam missionários entorpecidos de esperança e vão evangelizar sozinhos no meio da selva. Os guerrilheiros comunistas fizeram exatamente isso na serra do Caparaó, entre o Espírito Santo e Minas Gerais, no vale do Ribeira, no sul de São Paulo, e sobretudo no Araguaia, entre o sul do Pará e o norte de Tocantins. Esse tipo de ação era fundamentado no foquismo, a idéia de que pequenos focos de resistência no campo desestabilizariam o governo central. Em 1967, o francês Régis Debray defendeu a força desse tipo de ação com a obra Revolução na Revolução, um livro pequeno que avivou os sonhos dos guerrilheiros. O foquismo deu certo em Cuba, atrapalhava os americanos no Vietnã e tinha em Che Guevara um grande incentivador. Aos jovens brasileiros, nada poderia ser tão sedutor.

O sonho de lutar no meio do mato aliava a idéia de martírio com o romantismo da guerra. Aos poucos, o povo entenderia os motivos sagrados da luta e engrossaria as frentes de batalha. Nada poderia ser tão fora da realidade. Os guerrilheiros chegavam de repente nas pequenas cidades sem ter com quem lutar, passando o dia todo em treinamentos suspeitos. Quando os moradores deparavam com jovens que falavam coisas estranhas e davam tiros para cima no meio da selva, iam correndo avisar a polícia. No Araguaia e no vale do Ribeira, os moradores denunciaram até mesmo os guerrilheiros com quem tinham feito amizade. Em 1972, os integrantes da guerrilha do Araguaia enfim tinham em quem atirar: os militares decidiram persegui-los. O conflito acabou com 19 soldados e 67 guerrilheiros mortos.

Movimentos revolucionários costumam colocar seu ideal político acima dos valores individuais e das regras tradicionais da vida. Cria-se assim uma superioridade moral que lembra a dos cristãos nas cruzadas — um pensamento do tipo ”eu luto por um mundo justo, uma sociedade sem contradições, portanto posso matar e roubar em nome desse ideal sagrado”.

Assim como cristãos fanáticos queimavam hereges na Idade Média, os guerrilheiros justificavam, com sua moral superior, expurgos, assaltos e assassinatos sem julgamento de seus próprios colegas. Nas pequenas organizações de conspiradores e guerrilheiros dos anos 1960 e 1970, é fácil perceber o controle extremo da conduta individual, a violência baseada na superioridade moral e a obsessão com a traição — a mesma que fez Stálin executar companheiros próximos.

Seus integrantes praticaram crimes bem parecidos com o assassinado de Elza, morta a mando de Prestes. Em 1973, por exemplo, o professor Francisco Jacques Moreira de Alvarenga, integrante da Ação Libertadora Nacional do Rio de Janeiro, foi assassinado numa sala de aula do Colégio Veiga de Almeida. O rapaz foi morto por seus próprios colegas de organização, enquanto montava uma prova para os vestibulandos do colégio. Havia sobre ele a acusação de ter delatado, sob tortura, membros da ALN. O caso mais significativo deve ser o de Márcio Leite de Toledo, de 26 anos. Conhecido como Professor Pardal, ele foi assassinado no dia 23 de março de 1971. O rapaz havia acabado de voltar de Cuba, onde tinha recebido treinamento de guerrilha. De volta ao Brasil, logo se tornou um dos coordenadores da ALN em São Paulo. A maior das organizações terroristas que lutaram contra a ditadura, a ALN teve quase trezentos membros em 1968, adquirindo uma imagem mítica. Assaltos e seqüestros eram inadvertidamente atribuídos a ela, como aconteceu recentemente com o Comando Vermelho e o PCC. Até aquele ano, era um pouco mais fácil assaltar bancos e seqüestrar embaixadores estrangeiros. A euforia inicial dos guerrilheiros, o fator surpresa (a polícia mal conhecia os grupos) e a falta de aparelhamento do governo militar facilitavam as ações. Em 1969, no entanto, as investigações e a tortura da polícia mostraram resultado. Um a um, os grupos de guerrilheiros viam seus participantes serem presos. Em apenas cinco meses, a polícia descobriu 66 esconderijos e prendeu 320 pessoas. Em novembro de 1969, os militares executaram, na Alameda Casa Branca, em São Paulo, o líder da ALN, Carlos Marighella. Ele foi substituído por Joaquim Câmara Ferreira, morto em outubro de 1970, poucas semanas depois de o Professor Pardal voltar de Cuba. Depois da morte do líder substituto, o comportamento de Márcio Toledo mudou. Com o grupo sendo destruído pelos militares, ele deve ter ficado descrente de que a organização conquistaria algum apoio popular. No fim de 1970, o Professor Pardal passou quarenta dias sem dar notícias aos colegas. Quando voltou, faltava a encontros e abandonava missões. Disse aos companheiros que pensava deixar a organização e partir para outro grupo. Numa carta encontrada no seu quarto dias depois de sua morte, escreveu:
Não vacilo e não tenho dúvidas quanto às minhas convicções. Continuarei trabalhando pela revolução, pois ela é o meu único compromisso. Procurarei onde possa ser efetivamente útil ao movimento e sobre isso conversaremos pessoalmente.
Ele não teve oportunidade de conversar pessoalmente com os companheiros. Alarmados com a possibilidade de Márcio ser pego pela polícia e dedurá-los, os outros líderes da ALN em São Paulo montaram um pequeno tribunal para julgá-lo. Por quatro votos a um, decidiram executar o rapaz. O quê mais impressiona é como eles fizeram isso. Márcio não pôde se defender - sequer soube que estava sendo julgado. Os colegas marcaram um encontro com o estudante na rua Caçapava, nos Jardins, em São Paulo. O jovem esperava na calçada quando um carro passou disparando uma rajada. Como se fosse um colaborador da ditadura, foi executado com oito tiros, protegendo o rosto com as mãos. Morreu a menos de 300 metros do local onde Marighella, dezessete meses antes, tinha sido executado pela polícia. Antes de ir embora, os guerrilheiros jogaram panfletos expondo as razões do crime.

Repare nas palavras deles - algumas expressões poderiam ser ditas pelo líder de alguma seita radical da Califórnia:
Foram ouvidos os companheiros do comando, diretamente ligados a ele, e foi dada a decisão. Uma organização revolucionária, em guerra declarada, não pode permitir a quem tenha uma série de informações como as que possuía vacilação dessa espécie, muito menos suportar uma defecção desse grau em suas fileiras. Cada companheiro ao assumir qualquer responsabilidade deve pesar bem as conseqüências deste fato.

Um recuo, nesta situação, é uma brecha aberta em nossa organização. [...]

Tolerância e conciliação tiveram funestas conseqüências na revolução brasileira.

Temperar-nos, saber compreender o momento que passa a Guerra Revolucionária e nossa responsabilidade diante dela é uma palavra de ordem revolucionária. Ao assumir responsabilidade na organização cada quadro deve analisar sua capacidade e seu preparo. Depois disto não se permite recuos. As divergências políticas serão sempre respeitadas. Os recuos de quem não hesitou em aceitar responsabilidades, nunca! O resguardo dos quadros e estrutura da organização é questão revolucionária. A revolução não admitirá recuos!
Deposto pelo golpe de 1964, o presidente João Goulart ganhou a imagem de homem íntegro que foi impedido pelos militares de fazer um governo honesto.

Trata-se só mesmo de uma imagem. Em seus dois anos de governo, Jango deu uma boa força às falcatruas entre o governo e as empreiteiras. A informação vem do livro "Minha Razão de Viver", de Samuel Wainer. De acordo com o jornalista, então diretor do Última Hora e um dos principais aliados do presidente, o esquema da época era aquele famoso tipo de corrupção que hoje motiva escândalos.


📄 Jango Favorecia Empreiteiras [ Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil ]


07 agosto, 2016

Jango Favorecia Empreiteiras [ Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil ]




"Quando se anunciava alguma obra pública, o quê valia não era a concorrência, todas às concorrências vinham com cartas marcadas, funcionavam como mera fachada."

Escreveu Wainer. O quê tinha valor era a combinação feita entre os homens do governo e das empresas por trás das cortinas.

"Naturalmente, as empresas beneficiadas retribuíam com generosas doações, sempre clandestinas, à boa vontade do governo."


Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil
📄 Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil



Samuel Wainer afirmou no livro que ele próprio entrou no esquema, lavando o dinheiro das empreiteiras por meio de contas de publicidade no Última Hora.

"Minha tarefa consistia em, tão logo se encerrasse a concorrência, recolher junto ao empreiteiro premiado a contribuição de praxe."

Havia tanta intimidade entre as empreiteiras e o governo Jango que elas chegaram a financiar pronunciamentos do presidente.

"O famoso comício das reformas ocorrido em 13 de marco de 1964, por exemplo, teve suas despesas pagas por um grupo de empreiteiros", contou Wainer.

Esse panfleto, criado por uma das organizações de esquerda mais ativas, mostra que quem pegou em armas e arriscou a vida em nome do comunismo estava mais perto do messianismo do quê da sensatez. Muitos jovens daquela época, para se tornarem políticos menos imprudentes, tiveram que aderir à realidade. Eles lembram de suas ações com uma ponta de vergonha, é comum dizerem frases do tipo "fizemos muita bobagem" ou "hoje eu vejo as coisas com um pouco mais de tranqüilidade". Se o governo e a sociedade brasileira mantiveram o país longe dos comunistas, existe aí um motivo para nos sentirmos aliviados: o país pôde avançar livre dos perigosos profetas da salvação terrena. Também há motivo para festejarmos: nos últimos cinqüenta anos, enquanto a população quase triplicou, os índices de qualidade de vida mais que dobraram. Existe aí até mesmo um motivo para trair a proposta deste livro e expressar um êxtase de patriotismo. Viva o Brasil capitalista.
📄 Samuel Wainer (Bessarábia, Império Russo, 19 de dezembro de 1910 — São Paulo, 2 de Setembro de 1980) Jornalista e empresário russo-brasileiro, fundador, editor-chefe e diretor do jornal Última Hora. Foi casado com a modelo e jornalista Danuza Leão.