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01 janeiro, 2017

Fuga do Campo 14 [ 2 de janeiro de 2005 ]

Fuga do campo 14


Guerra Fria



Nove anos depois do enforcamento de sua mãe, Shin In Geun contorceu-se para atravessar uma cerca elétrica e saiu correndo pela neve. Era o dia 2 de janeiro de 2005. Até então, nenhuma pessoa nascida em um campo de prisioneiros políticos na Coréia do Norte havia conseguido fugir. Até onde é possível averiguar, ele ainda é o único que teve êxito.

Com 23 anos de idade e não conhecendo ninguém do lado de fora da cerca. Depois de um mês, ele entrou na China, a pé. Em 2007, dois anos após a fuga, estava vivendo na Coréia do Sul. Quatro anos mais tarde, morava no sul da Califórnia e era um embaixador sênior da Liberdade na Coréia do Norte (LiNK), um grupo americano de defesa dos direitos humanos.

Na Califórnia, ele ia trabalhar de bicicleta, torcia para o time de beisebol Cleveland Indians (por causa do batedor sul-coreano, Shin-soo Choo) e comia duas ou três vezes por semana no In-N-Out Burger, que, a seu ver, tinha o melhor hambúrguer do mundo.

Seu nome agora é Shin Dong-hyuk. Ele fez a alteração depois de chegar à Coréia do Sul, numa tentativa de se reinventar como um homem livre. Com olhos vivos, desconfiados. Um dentista de Los Angeles tratou de seus dentes, que não podiam ser escovados no cativeiro.

Sua saúde física geral é excelente. O corpo, porém, é um verdadeiro mapa dos sofrimentos que decorrem de se crescer num campo de trabalhos forçados cuja existência o governo da Coréia do Norte insiste em negar.

Tolhido pela desnutrição, ele é baixo e franzino -1,67 m e 54,5 kg. O trabalho infantil deixou-lhe com braços arqueados.

A parte inferior das costas e as nádegas têm cicatrizes das queimaduras infligidas pelo fogo do torturador. A pele sobre o púbis exibe a cicatriz da perfuração feita pelo gancho usado para prendê-lo sobre as chamas. Os tornozelos têm marcas de correntes que serviram para pendurá-lo de cabeça para baixo na solitária.

O dedo médio da mão direita foi cortado na altura da primeira articulação, punição que recebeu de um guarda por derrubar uma máquina de costura numa fábrica de roupas do campo. As canelas, do tornozelo até o joelho, em ambas as pernas, são mutiladas e marcadas por cicatrizes de queimaduras provocadas pela cerca de arame farpado eletrificada que não foi capaz de mantê-lo no interior do Campo 14.

[ ANTÍPODAS ] Shin tem mais ou menos a mesma idade que Kim Jong-un, o gorducho terceiro filho de Kim Jong-il, que assumiu o comando depois da morte de seu pai, em 2011. Como contemporâneos, os dois personificam os antípodas de privilégio e privação na Coreia do Norte, uma sociedade pretensamente sem classes onde, na realidade, a criação e a linhagem determinam tudo. Kim Jong-un nasceu como um príncipe comunista e foi criado atrás das paredes de palácios. Foi educado sob um nome falso na Suíça e, de volta à Coreia do Norte, estudou numa universidade de elite que tem o nome de seu avô. Graças a sua estirpe, vive acima da lei. Para ele, tudo é possível. Em 2010, foi nomeado general de quatro estrelas do Exército do Povo Coreano, apesar da completa falta de experiência de campo nas Forças Armadas. Um ano depois, após a morte de seu pai, vitimado por um súbito ataque cardíaco, os meios de comunicação da Coreia do Norte o descreviam como "outro líder vindo do céu". Porém, ele talvez seja obrigado a compartilhar sua ditadura terrena com parentes e autoridades militares. Shin nasceu como escravo e foi criado atrás de uma cerca de arame farpado de alta voltagem. Numa escola do campo de trabalhos forçados, aprendeu a ler e a contar num nível rudimentar. Por ter o sangue maculado pelos supostos crimes dos irmãos de seu pai, não tinha nenhum dos direitos assegurados pela lei. Para ele, nada era possível. O plano de carreira que o Estado lhe prescrevia era trabalho árduo e uma morte prematura causada por alguma doença acarretada pela fome crônica -tudo isso sem uma acusação, um julgamento ou um recurso. E tudo em sigilo.


[ ARCO ] Nas histórias de sobreviventes a campos de concentração, há um arco narrativo recorrente. Forças de segurança roubam o protagonista de uma família amorosa e de um lar confortável. Para sobreviver, ele abandona princípios morais, reprime sentimentos por outras pessoas e deixa de ser um ser humano civilizado. Em "A Noite", talvez a mais célebre dessas histórias, escrita por Elie Wiesel, ganhador do Prêmio Nobel, o narrador de 13 anos explica seu tormento com uma descrição da vida normal que ele e a família levavam antes de serem socados em trens destinados aos campos da morte nazistas. Wiesel estudava o Talmude diariamente. Seu pai era dono de uma loja e zelava pela aldeia em que moravam na Romênia. O avô estava sempre presente para celebrar os feriados judaicos. Mas, depois que toda a família pereceu nos campos, Wiesel foi deixado "só, terrivelmente só, num mundo sem Deus, sem homem. Sem amor ou misericórdia". A história de sobrevivência de Shin é diferente. A mãe o surrava, e ele a via como alguém que competia com ele pela comida. O pai, que só tinha permissão para dormir com a mulher cinco noites por ano, o ignorava. O irmão era um desconhecido. Truculentas, as crianças do campo não mereciam confiança. Antes de aprender qualquer outra coisa, ele aprendeu a sobreviver delatando todas elas. Amor, misericórdia e família eram palavras sem significado. Deus não desapareceu ou morreu. Shin nunca ouvira falar dele. No prefácio de "A Noite", Wiesel escreveu que o conhecimento de um adolescente sobre a morte e o mal "deveria ser limitado ao que se descobre na literatura". No Campo 14, Shin não sabia da existência da literatura. Lá, viu apenas um livro -uma gramática coreana, nas mãos de um professor que usava uniforme de guarda, carregava um revólver no quadril e que surrou até a morte uma colega da escola primária de Shin com uma vara usada para apontar o que escrevia no quadro-negro. Ao contrário dos sobreviventes a um campo de concentração, Shin não foi arrancado de uma existência civilizada e obrigado a descer ao inferno. Ele nasceu e cresceu lá dentro. Aceitava seus valores. Chamava-o de lar.


[ SATÉLITE ] Os campos de trabalhos forçados da Coreia do Norte já duram duas vezes mais tempo que o Gulag soviético e cerca de 12 vezes mais que os campos de concentração nazistas. Não há controvérsia sobre sua localização. Fotografias de alta resolução, feitas por satélites, acessíveis no Google Earth para qualquer pessoa que tenha uma conexão à internet, mostram vastas áreas cercadas que se esparramam entre as montanhas escarpadas da Coreia do Norte. O governo da Coreia do Sul estima que eles abrigam cerca de 154 mil prisioneiros, enquanto o Departamento de Estado dos EUA e vários grupos de defesa dos direitos humanos calculam que sejam nada menos que 200 mil. Após examinar uma década de imagens dos campos feitas por satélites, a Anistia Internacional observou novas construções dentro deles em 2011 e passou a temer que a população de prisioneiros estivesse aumentando, talvez para conter uma possível inquietação no momento em que o poder começou a ser transferido de Kim Jong-il para seu filho, jovem e inexperiente. De acordo com o serviço de inteligência da Coreia do Sul e grupos de direitos humanos, existem seis campos. O mais extenso tem 2.000 quilômetros quadrados, uma área maior que a da cidade de Los Angeles. Cercas de arame farpado eletrificadas -pontuadas por torres de vigilância e patrulhadas por homens armados- contornam a maior parte dos campos. Dois deles, os de número 15 e 18, têm zonas de reeducação, onde alguns detentos afortunados recebem instrução corretiva sobre os ensinamentos de Kim Jong-il e Kim Il-sung. Caso as memorizem o bastante e convençam os guardas de sua lealdade, eles podem ser libertados, mas são monitorados pelo resto de suas vidas por serviços de segurança do Estado. Os demais campos são "distritos de controle total", onde os prisioneiros, chamados de "irredimíveis", trabalham até a morte.


[ CONTROLE ] O campo de Shin, de número 14, é um distrito de controle total. Tem a reputação de ser o mais duro de todos em razão das condições de trabalho particularmente brutais ali vigentes, da vigilância de seus guardas e da visão implacável do Estado sobre a gravidade dos crimes cometidos por seus detentos, muitos dos quais são membros expurgados do partido no poder, do governo e das Forças Armadas, assim como suas famílias. Fundado em 1959, no centro da Coreia do Norte -perto de Kaechon, na província de Pyongan do Sul, o Campo 14 abriga cerca de 15 mil prisioneiros. Em uma área com cerca de 50 quilômetros de comprimento por 25 quilômetros de largura, ele abriga fazendas, minas e fábricas distribuídas por vales íngremes. Embora Shin tenha sido a única pessoa nascida num campo de trabalhos forçados a escapar para contar a história, há pelo menos outras 26 testemunhas oculares no mundo livre. Elas incluem pelo menos 15 norte-coreanos que estiveram presos no distrito de edificação do Campo 15, foram libertados e mais tarde apareceram na Coreia do Sul. Ex-guardas de outros campos também conseguiram chegar à Coreia do Sul. Kim Yong, um ex-tenente-coronel de Pyongyang, de origem privilegiada, passou seis anos em dois campos antes de fugir num trem usado para o transporte de carvão. Uma síntese dos testemunhos dessas pessoas, feita pela Associação Coreana dos Advogados em Seul, traça um quadro detalhado da vida cotidiana nos campos: todos os anos, alguns prisioneiros são executados em público. Outros são surrados até a morte ou secretamente assassinados por guardas, que praticamente têm carta branca para maltratá-los e estuprá-los. Em sua maioria, os detentos trabalham na agricultura, na extração de carvão, na confecção de uniformes militares ou na fabricação de cimento, subsistindo com uma dieta de fome de milho, repolho e sal. Perdem os dentes, as gengivas ficam pretas, os ossos se enfraquecem, e, quando chegam à casa dos 40 anos, ficam arqueados na altura da cintura. Como recebem um conjunto de roupas uma ou duas vezes por ano, em geral eles trabalham e dormem vestindo trapos imundos, levando a vida sem sabão, nem meias, luvas, roupas de baixo ou papel higiênico. Jornadas de trabalho de 12 a 15 horas são obrigatórias até que os prisioneiros morram, em geral de doenças relacionadas à desnutrição, antes de completar 50 anos. Embora seja impossível obter números precisos, governos de países ocidentais e grupos de direitos humanos estimam que centenas de milhares de pessoas pereceram nesses campos.


Fuga do campo 14 [ folha.uol.com.br ]

08 agosto, 2016

O Sonho acabou: Que Bom [ Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil ]

O Sonho acabou: Que Bom

Em 1971, o grupo guerrilheiro Ação Popular aderiu ao leninismo(Por favor dê um Google para saber o que isso significa - é muito chato explicar). Seus integrantes decidiram mudar o nome da organização para Ação Popular Marxista-Leninista (AP-ML), sacramentando a mudança com um novo Programa Básico.


Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil
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Escreveram eles: A sociedade comunista será uma sociedade sem classes e sem Estado; uma sociedade onde terá desaparecido toda diferença entre operários e camponeses, entre cidade e campo e entre trabalho manual e intelectual; uma sociedade de abundância para todos, de incalculável desenvolvimento técnico e material, onde toda penúria e pobreza não mais existirão; uma sociedade onde a propriedade dos meios de produção e circulação dos bens estará completamente unificada, sob a forma de propriedade de todo o povo; O programa básico da Ação Popular Marxista-Leninista é muito similar a um texto mais antigo — o Livro de Isaías. Pelo menos 2 mil anos antes da AP-ML, o capítulo 65 do texto bíblico dizia: Eles edificarão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque a longevidade do meu povo será como a da árvore, e os meus eleitos desfrutarão de todo as obras das suas próprias mãos. Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a calamidade, porque são a posteridade bendita do Senhor, e os seus filhos estarão com eles.

A análise mais interessante que se faz do comunismo é considerá-lo uma religião - uma das religiões da salvação terrena.

Esse ponto de vista nasceu já no século XIX, logo depois de Karl Marx espalhar suas idéias nos pubs londrinos. O raciocínio é o seguinte: a partir do século XVI, a revolução científica derrubou a idéia de um mundo justo, em ordem, acabado e sob harmonia divina. Das descobertas de Galileu a Darwin, nasceu a imagem do universo como um lugar caótico, sem finalidade e freqüentemente desequilibrado por terremotos, erupções, extinções em massa. A idéia de harmonia divina, de céu e de paraíso foi aos poucos ruindo. Apesar disso, as pessoas continuaram negando a vida real em nome de mundos de perfeita harmonia — desta vez, mundos que seriam criados pelo próprio homem. Assim como o cristianismo, o socialismo se baseava em paisagens idílicas. Se os cristãos lutavam para ir para o céu, os comunistas buscavam trazer o céu à Terra. Lutavam pela sociedade revolucionária, um lugar tão perfeito e irreal quanto o paraíso.

Como as grandes religiões, o comunismo tinha visões do Paraíso, como mostra o programa da Ação Popular. Também tinha culpados pelo pecado original.

”Se atribuímos nosso estado ruim a outros ou a nós mesmos — a primeira coisa faz o socialista, a segunda, o cristão, por exemplo — é algo que não faz diferença”, escreveu Friedrich Nietzsche em "O Crepúsculo dos ídolos, de 1888".

Mesmo na história do Brasil, em quê o comunismo não passou de um plano, é fácil compará-lo a uma religião. As organizações deixaram à mostra o fato de serem muito parecidas com religiões ou seitas radicais. Diversas tinham rituais de iniciação, como batismos, baseados na idolatria fanática a personagens míticos. A cartilha dos Grupos de Onze, aqueles que Leonel Brizola propagandeava na rádio, propunha um ritual de iniciação em que os participantes deveriam ”proceder à leitura solene, com todos os onze companheiros de pé, do texto da ata e da carta-testamento do presidente Getúlio Vargas”. Depois da leitura da carta, os novos membros teriam que escrever seu nome abaixo da assinatura do presidente suicida. Comprometiam-se a dar vida pelo país assim como fez Getúlio Vargas. Radicais religiosos geralmente se metem em martírios que parecem loucura para quem vê de fora. Às vezes se tornam missionários entorpecidos de esperança e vão evangelizar sozinhos no meio da selva. Os guerrilheiros comunistas fizeram exatamente isso na serra do Caparaó, entre o Espírito Santo e Minas Gerais, no vale do Ribeira, no sul de São Paulo, e sobretudo no Araguaia, entre o sul do Pará e o norte de Tocantins. Esse tipo de ação era fundamentado no foquismo, a idéia de que pequenos focos de resistência no campo desestabilizariam o governo central. Em 1967, o francês Régis Debray defendeu a força desse tipo de ação com a obra Revolução na Revolução, um livro pequeno que avivou os sonhos dos guerrilheiros. O foquismo deu certo em Cuba, atrapalhava os americanos no Vietnã e tinha em Che Guevara um grande incentivador. Aos jovens brasileiros, nada poderia ser tão sedutor.

O sonho de lutar no meio do mato aliava a idéia de martírio com o romantismo da guerra. Aos poucos, o povo entenderia os motivos sagrados da luta e engrossaria as frentes de batalha. Nada poderia ser tão fora da realidade. Os guerrilheiros chegavam de repente nas pequenas cidades sem ter com quem lutar, passando o dia todo em treinamentos suspeitos. Quando os moradores deparavam com jovens que falavam coisas estranhas e davam tiros para cima no meio da selva, iam correndo avisar a polícia. No Araguaia e no vale do Ribeira, os moradores denunciaram até mesmo os guerrilheiros com quem tinham feito amizade. Em 1972, os integrantes da guerrilha do Araguaia enfim tinham em quem atirar: os militares decidiram persegui-los. O conflito acabou com 19 soldados e 67 guerrilheiros mortos.

Movimentos revolucionários costumam colocar seu ideal político acima dos valores individuais e das regras tradicionais da vida. Cria-se assim uma superioridade moral que lembra a dos cristãos nas cruzadas — um pensamento do tipo ”eu luto por um mundo justo, uma sociedade sem contradições, portanto posso matar e roubar em nome desse ideal sagrado”.

Assim como cristãos fanáticos queimavam hereges na Idade Média, os guerrilheiros justificavam, com sua moral superior, expurgos, assaltos e assassinatos sem julgamento de seus próprios colegas. Nas pequenas organizações de conspiradores e guerrilheiros dos anos 1960 e 1970, é fácil perceber o controle extremo da conduta individual, a violência baseada na superioridade moral e a obsessão com a traição — a mesma que fez Stálin executar companheiros próximos.

Seus integrantes praticaram crimes bem parecidos com o assassinado de Elza, morta a mando de Prestes. Em 1973, por exemplo, o professor Francisco Jacques Moreira de Alvarenga, integrante da Ação Libertadora Nacional do Rio de Janeiro, foi assassinado numa sala de aula do Colégio Veiga de Almeida. O rapaz foi morto por seus próprios colegas de organização, enquanto montava uma prova para os vestibulandos do colégio. Havia sobre ele a acusação de ter delatado, sob tortura, membros da ALN. O caso mais significativo deve ser o de Márcio Leite de Toledo, de 26 anos. Conhecido como Professor Pardal, ele foi assassinado no dia 23 de março de 1971. O rapaz havia acabado de voltar de Cuba, onde tinha recebido treinamento de guerrilha. De volta ao Brasil, logo se tornou um dos coordenadores da ALN em São Paulo. A maior das organizações terroristas que lutaram contra a ditadura, a ALN teve quase trezentos membros em 1968, adquirindo uma imagem mítica. Assaltos e seqüestros eram inadvertidamente atribuídos a ela, como aconteceu recentemente com o Comando Vermelho e o PCC. Até aquele ano, era um pouco mais fácil assaltar bancos e seqüestrar embaixadores estrangeiros. A euforia inicial dos guerrilheiros, o fator surpresa (a polícia mal conhecia os grupos) e a falta de aparelhamento do governo militar facilitavam as ações. Em 1969, no entanto, as investigações e a tortura da polícia mostraram resultado. Um a um, os grupos de guerrilheiros viam seus participantes serem presos. Em apenas cinco meses, a polícia descobriu 66 esconderijos e prendeu 320 pessoas. Em novembro de 1969, os militares executaram, na Alameda Casa Branca, em São Paulo, o líder da ALN, Carlos Marighella. Ele foi substituído por Joaquim Câmara Ferreira, morto em outubro de 1970, poucas semanas depois de o Professor Pardal voltar de Cuba. Depois da morte do líder substituto, o comportamento de Márcio Toledo mudou. Com o grupo sendo destruído pelos militares, ele deve ter ficado descrente de que a organização conquistaria algum apoio popular. No fim de 1970, o Professor Pardal passou quarenta dias sem dar notícias aos colegas. Quando voltou, faltava a encontros e abandonava missões. Disse aos companheiros que pensava deixar a organização e partir para outro grupo. Numa carta encontrada no seu quarto dias depois de sua morte, escreveu:
Não vacilo e não tenho dúvidas quanto às minhas convicções. Continuarei trabalhando pela revolução, pois ela é o meu único compromisso. Procurarei onde possa ser efetivamente útil ao movimento e sobre isso conversaremos pessoalmente.
Ele não teve oportunidade de conversar pessoalmente com os companheiros. Alarmados com a possibilidade de Márcio ser pego pela polícia e dedurá-los, os outros líderes da ALN em São Paulo montaram um pequeno tribunal para julgá-lo. Por quatro votos a um, decidiram executar o rapaz. O quê mais impressiona é como eles fizeram isso. Márcio não pôde se defender - sequer soube que estava sendo julgado. Os colegas marcaram um encontro com o estudante na rua Caçapava, nos Jardins, em São Paulo. O jovem esperava na calçada quando um carro passou disparando uma rajada. Como se fosse um colaborador da ditadura, foi executado com oito tiros, protegendo o rosto com as mãos. Morreu a menos de 300 metros do local onde Marighella, dezessete meses antes, tinha sido executado pela polícia. Antes de ir embora, os guerrilheiros jogaram panfletos expondo as razões do crime.

Repare nas palavras deles - algumas expressões poderiam ser ditas pelo líder de alguma seita radical da Califórnia:
Foram ouvidos os companheiros do comando, diretamente ligados a ele, e foi dada a decisão. Uma organização revolucionária, em guerra declarada, não pode permitir a quem tenha uma série de informações como as que possuía vacilação dessa espécie, muito menos suportar uma defecção desse grau em suas fileiras. Cada companheiro ao assumir qualquer responsabilidade deve pesar bem as conseqüências deste fato.

Um recuo, nesta situação, é uma brecha aberta em nossa organização. [...]

Tolerância e conciliação tiveram funestas conseqüências na revolução brasileira.

Temperar-nos, saber compreender o momento que passa a Guerra Revolucionária e nossa responsabilidade diante dela é uma palavra de ordem revolucionária. Ao assumir responsabilidade na organização cada quadro deve analisar sua capacidade e seu preparo. Depois disto não se permite recuos. As divergências políticas serão sempre respeitadas. Os recuos de quem não hesitou em aceitar responsabilidades, nunca! O resguardo dos quadros e estrutura da organização é questão revolucionária. A revolução não admitirá recuos!
Deposto pelo golpe de 1964, o presidente João Goulart ganhou a imagem de homem íntegro que foi impedido pelos militares de fazer um governo honesto.

Trata-se só mesmo de uma imagem. Em seus dois anos de governo, Jango deu uma boa força às falcatruas entre o governo e as empreiteiras. A informação vem do livro "Minha Razão de Viver", de Samuel Wainer. De acordo com o jornalista, então diretor do Última Hora e um dos principais aliados do presidente, o esquema da época era aquele famoso tipo de corrupção que hoje motiva escândalos.


📄 Jango Favorecia Empreiteiras [ Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil ]


31 julho, 2016

Socialismo É Escravidão!!!

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▶ Socialismo É Escravidão!!! ◀
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Que o socialismo bolivarianos não funciona na Venezuela, é algo tão evidente que até o mais míope sabe. O país que recentemente fechou cervejarias, Big Macs, a falta de papel higiênico que virou piada, ten agora a própria moeda que está à beira de ficar inviável por custar mais caro imprimir do que elas valem. Quanto ao porquê disto estar acontecendo para a esquerda ignorante que vê e não confessa, desenhemos, o erro foi abandonar o livre mercado de preços eo sistema de livre informação na alocação da economia.

A longa experiência, dura e amarga nos mostra que essas duas coisas são simplesmente essências para se ter uma economia que opere em qualquer coisa de maneira aceitável. Simplesmente não há outro método de planejamento ou gestão capaz, com exceção dos mercados, de lidar com a complexidade de uma economia.

E, no entanto apenas quando se pensa que a Venezuela está no fundo do poço, Maduro e os compadres conseguem cavar cada vez mais. Eles já trouxe de volta a escravidão agrícola: É inteiramente verdade que esta não é a escravidão, mas é muito semelhante à servidão. O camponês devia trabalhar um certo número de dias do ano na terra do senhor. Embora com a servidão não fosse realmente um quid pro quo: o senhor defendia o servo em troca; É assim que a instituição surgiu.

A maior necessidade de defesa da Venezuela é da idiotice do governo socialista, por isso, forçando-nos a afirmar que eles são um insulto à maldade humana, são piores, por...

O Presidente Nicolás Maduro assinou um decreto no final da semana passada, que dá poderes ao Ministério do Trabalho de forçar 📄 "todos os trabalhadores do setor público e privado, com capacidades físicas suficientes e know-how técnico" a participar de trabalhos destinado a aumentar a produção de alimentos. Eles podem serem obrigados a trabalhar no setor agrícola, por um período de 60 dias que pode ser prorrogado por mais 60 dias "se as circunstâncias o exigirem".


Socialismo É Escravidão



26 maio, 2016

"O menino com a guitarra"

Os horrores do regime comunista da Albânia permanecem frescos nas mentes dos sobreviventes quando o país lembra as atrocidades enfrentadas pelos presos políticos na infame Prisão de Spac.

21-23 de Maio de 1973, presos políticos na Albânia levantam-se contra um dos regimes ditatoriais mais brutais na Europa, exigindo um tratamento humano, contra a fome e as condições de vida desumanas. Foi a maior revolta de seu tipo na prisão durante a era comunista.

Embora a luta dos prisioneiros detidos na prisão Spac enviasse uma mensagem de esperança para os povos oprimidos em todo o mundo, a vitória viria anos mais tarde, em 1991.

Antes disso, aqueles que gritavam slogans anti-comunistas eram brutalmente esmagados por centenas de membros das forças de segurança.

Quatro prisioneiros envolvidos no levante foram executados por um pelotão de fuzilamento, enquanto outros oito ganharam 25 anos adicionais de prisão, de acordo com o "Museu da Memória", um projeto apoiado pelo Estado para honrar as vítimas. No entanto, alguns prisioneiros permaneceram desafiadores à direita até o fim.

Quando Skender Daja, um dos homens executados, foi convidado a pedir perdão, ele respondeu:

"Mesmo que eu tivesse 10 vidas, em todas as 10 vezes eu teria feito a mesma coisa, eu lutaria para ser livre."


Guerra Fria

Bilal Kola, chefe do Instituto para a Integração de antigos perseguidos políticos, disse à Agência Anadolu esta semana que:

"cerca de 6.000 pessoas foram executadas com ou sem julgamento" [ ... ]

[ ... ] durante mais de 45 anos de regime comunista. Um total de 18.000 pessoas "foram presas" por razões políticas e em torno de "30.000 foram enviados para campos de concentração" dentro do país, segundo Kola.

A população da Albânia era de mais de um milhão, quando os comunistas chegaram ao poder após a II Guerra Mundial, e aumentou para pouco mais de três milhões quando o regime entrou em colapso em 1991.

O ditador albanês, Enver Hoxha, liderou um dos regimes mais severos e mais sangrentos na Europa entre 1944, até sua morte em 1985. Além dos assassinatos, o regime de Hoxha é lembrado pela construção de 23 prisões e 48 campos de concentração no pequeno país.

A Prisão Spac, que abriu em 1968 em um vale despovoado no distrito de Mirdita no norte, foi um experimento do regime brutal usando o isolamento da prisão eo campo de trabalhos forçados. A área geográfica de difícil acesso tornou impossível que milhares de prisioneiros políticos tentassem escapar. O vale abriga uma mina de cobre que se tornou um jazigo para centenas de prisioneiros que foram "trabalhar" até a morte.


SPAC



SPAC



O Instituto Albanês de Estudos Políticos em cooperação com albanês Ministério da Cultura lançou em 23 de maio a exposição "Vale da Resistência" dedicada à revolta anti-comunista.

Autores disseram que a exposição que visa prestar homenagem as milhares de vítimas do sistema comunista.
SPAC



De acordo com Kola, uma percentagem significativa de população albanesa sofreu perseguição política direta ou indireta durante o regime comunista. Ele também disse que os restos mortais de milhares de pessoas que foram executados sem julgamento ou aqueles que morreram nas prisões devido à fome ou torturas continuam desaparecidos. Ele disse que o regime nem sequer poupou as famílias dos presos políticos e colocava mulheres grávidas, crianças e idosos em campos de concentração.

Simon Miraka, um sobrevivente de 71 anos de idade de tais campos, falou à agência Anadolu sobre as atrocidades do regime que começou no momento em que ele nasceu na cidade de Shkodra, norte da Albânia, em 1945. Ele disse que o regime tinha transformado sua casa em uma prisão.

Miraka disse que viveu 45 anos em campos de concentração até o momento em que o regime ditatorial caiu, os cinco anos que passou no campo de concentração de Tepelena entre 1949 e 1954 no sul da Albânia, foram os mais difíceis para sua família. Cerca de 400 crianças morreram neste campo, os restos mortais continuam desaparecidos até hoje.

"Até hoje eu penso como eu pude sobreviver [ao acampamento], uma vez que muitas crianças morreram lá."

Tepelena foi um dos muitos campos stalinistas na Albânia, abriu em 1949. De acordo com dados do campo, mais de 500 pessoas inocentes morreram neste campo de "fome, doenças, torturas, trabalho até a exaustão, maus-tratos e condições desumanas".


Original: Albania recalls atrocities inside Communist era prison [ ANADOLU AGENCY ]


"O menino com a guitarra" uma realização de Kolec Traboini, cenário Ilir de Kolec Çumani Traboini. O filme é dedicado a Skender Daja, pela inspiração na revolta de SPAC em 1973, a sua voz foi ouvida ao longo dos dois dias da revolta. Esta foi a razão pela qual, quando a revolta foi suprimida, ele foi condenado à morte com seus amigos Pal Zefi, Pashley e Dervish Bejko Hajri.


Skender Daja



Ele tinha apenas 22 anos de idade. Apesar de buscas, nunca se encontrou o túmulo dos prisioneiros que se revoltaram em SPAC. O filme começa com as palavras "Ele amava a liberdade e tinha uma bela voz, poucas horas antes de sua execução com a guitarra, cantou a sua última canção." E termina com um fato chocante que expressa a tragédia de duas gerações de uma família albanesa: "Pai e filho deixado sem sepultura." [ Em 1953, o pai de Skender Daja teve o destino que o filho repetiria no futuro. ]





13 maio, 2016

[ Confissões de um filho ingrato ]




Guerra Fria



Quando Zhang Hongbing [ segundo direita ] era jovem durante a Revolução Cultural da China, sua lealdade com o presidente do Partido Comunista, Mao Zedong, não conhecia limites.

Ele mesmo denunciou a mãe por falar mal do líder icônico e "mandou" ela para a morte.

Zhang, um advogado aposentado de 62 anos, que acompanhou os 10 anos violentos e caóticos da Revolução Cultural de 1966 à 1976, quando Mao morreu, com o 50º aniversário do início da revolução que se aproxima na segunda-feira, Zhang e outras testemunhas, vítimas e participantes daquela época querem uma discussão aberta sobre o quê ocorreu para garantir que nada parecido aconteça novamente. Mas os líderes comunistas atuais da China querem extinguir qualquer memória do período embaraçoso.

"Nossa nação não tem futuro se não aprender as lições da Revolução Cultural", disse Zhang.

"Se eu não permitir que as pessoas me critiquem pelo o quê eu fiz com a minha mãe, eu não terei chance de fazer as pazes. O mesmo se aplica com o país como um todo."

A revolução começou quando Mao declarou que intelectuais e apoiadores secretos do capitalismo estavam tentando minar os ideais de sua revolução comunista do proletariado.


Guerra Fria



Mais de 1 milhão dos alegados traidores foram presos, mortos ou cometeram suicídio.

Mao ordenou o fechamento de escolas para forçar os jovens a deixarem as cidades para trabalharem em aldeias remotas. Em meio à turbulência, a economia entrou em colapso, causando sofrimento para centenas de milhões. Em 1981, cinco anos após a morte de Mao, o Partido Comunista emitiu uma resolução culpando o presidente e sua "Gangue dos Quatro", subordinados políticos, pelo "erro" da Revolução Cultural. Desde então, alguns líderes chineses já mencionaram, eo sucessor de Mao, Deng Xiaoping, que levou a China ao seu atual ritmo prosperidade que combina economia de livre mercado [ com os conselhos de Milton Friedman ] ea regra político autoritária.

O governo não tem planos que marquem o aniversário eo único museu dedicado à Revolução Cultural, no sul da China foi condenada a cobrir as suas exposições com modernos cartazes de propaganda e andaimes.

A história de Zhang é típica daqueles apanhados na revolução. Ele tinha 12 anos quando Mao emitiu a ordem de 16 de maio para as massas: "criticar e repudiar esses representantes da burguesia que estavam infiltrados no partido, o governo eo exército."

Nesse ano, ele entrou nas fileiras de alunos fanáticos do movimento conhecido como a Guarda vermelha, morador da pequena cidade de Guzhen no leste da província de Anhui na China, e Zhang se viu no trabalho de proteger Mao dos inimigos da classe "proletária" e perpetuar a revolução. Ele denunciou o pai como burguês pela compra de um creme facial para a sua irmã, participou na destruição de itens pré-revolucionários, como um vaso de cerâmica da era Imperial, e mudou seu nome de Zhang Tiefu para Zhang Hongbing - "Zhang Guarda Vermelha".

O momento que ele mais lamenta veio em uma noite de fevereiro de 1970, quando sua mãe, Fang Zhongmou, criticou Mao por desencadear a onda de caos e violência.

Zhang estava furioso. Ele chamou a polícia e denunciou-a como contra-revolucionária. Em um relatório que ele escreveu alguns dias depois, recomendou que ela fosse executada.

"Levei 10 anos para perceber que o que eu fiz foi errado" [ ... ] "Na época, eu acreditava que estava fazendo o meu dever como membro do proletariado revolucionário."

O atual presidente da China, Xi Jinping, também foi preso da Revolução Cultural.

Ele foi "enviado" durante o período para passar seis anos em uma caverna na província noroeste de Shaanxi, onde ajudou os aldeões a transportar adubo, na reparação de barragens e na construção de estradas. O pai de Xi, Xi Zhongxun, foi membro da elite dominante Comunista na China, mas teve uma queda com Mao e foi enviado para gerenciar uma fábrica de tratores em Luoyang, na China central, antes de ser preso, em Pequim. Xi nunca falou publicamente sobre o impacto da Revolução Cultural.

Especialistas dizem que a liderança atual quer evitar um exame de perto do período com o medo que pudesse enfraquecer a permanência no poder.

"Os líderes chineses têm sido capazes de culpar o mundo exterior pela maioria de seus males nas últimas décadas", escreveu Kerry Brown, diretor do Instituto Lau China no Kings College London, na revista Diplomat recentemente. "Mas com a Revolução Cultural [ ... ] A China tem um desastre que ela causou em si mesmo, sem poder culpar ninguém" [ ... ] "Isso se torna mais do que simplesmente um evento ruim; isso significa que a psicologia nacional chinesa também sofreu uma perda colossal, uma vergonha, algo que a China, ea China sozinha, tem de enfrentar."

Os estudiosos chineses querem que o governo permita mais estudo sobre o período.

"Quanto mais você tenta enterrar a história, maior o problema será," Ma Yong, pesquisador da história moderna da Academia Chinesa de Ciências Sociais. "A história não deve ser manipulada por políticos."

O ex-Guarda Vermelho Zhang está fazendo sua parte para manter as memórias da Revolução Cultural vivas escrevendo suas memórias, Confissões de um filho ingrato. Ele disse que espera que um dia haja um museu financiado pelo estado adequado para a revolução, mostrando seus crimes e perdas de pessoas.

Zhang também tem um desejo humilde: erguer uma pedra sepulcral a sua mãe e tê-la classificada como uma relíquia cultural imóvel para advertir os outros dos horrores da ideologia extrema. Atualmente, ele está tentando garantir esse direito através dos tribunais chineses.

"Eu não posso reverter o quê eu fiz com minha mãe, mas eu posso continuar lutando para ganhar o reconhecimento de seu caso" [ ... ] "Talvez dessa forma algo de bom possa vir de sua morte. Talvez dessa forma poderemos prevenir uma revolução cultural em que aconteça tudo de novo".








09 maio, 2016

Panis et Circense para a Elite da Desinteligência




Guerra Fria
Pyongyang, Coréia do Norte (AP) - Eles vieram para o maior evento político da Coréia do Norte em décadas. O quê eles ficando fazendo na maior parte do tempo é...passear - com exceção de três que foram expulsos. A Coréia do Norte trouxe mais de 100 jornalistas de todo o mundo para se certificar de que o 7º Congresso do Partido dos Trabalhadores e seus governantes recebam atenção global. Nos quatro dias do evento, que está sendo realizada em um salão ornamentado chamado de Casa da Cultura 25 de abril, permitiu apenas a um pequeno número entrar e - para além dos relatórios oficiais da mídia estatal - pouca informação está sendo disponibilizada sobre o quê está realmente acontecendo. Enquanto as decisões importantes e declarações de interesse jornalístico estavam sendo feitos pelo líder Kim Jong Un aos mais de 3.400 delegados na reunião - que representam a elite política do país - funcionários mantém a imprensa estrangeira ocupada com viagens ao redor da capital, uma vitrine para expor e levá-los aos lugares que mais querem que eles vejam - uma maternidade, a fábrica de fio onde os gestores dizem que os salários e produção estão aumentando, o berço humilde do fundador nacional Kim Il Sung, que foi convertido em uma espécie de museu-parque com um grande "parque de diversões" do lado direito.






Para provar que o comunismo soviético foi um fracasso econômico e social...




Arthur Koestler



O Terror de Stálin foi um dos períodos mais negros da história da Rússia, de 1934 à 1939, a paranóia do líder russo cresceu eo convencimento de que parcelas do Partido Comunista da União Soviética [PCUS] estava contra si mesmo levou a ensaios públicos da Purga com aqueles que podiam ter pensamentos pouco ortodoxos, entre os alvos estavam líderes comunistas, membros do partido e oficiais do exército, ninguém que era visto como desleal com o Partido Comunista da União Soviética [PCUS] foi polpado, com cerca de 13 milhões de pessoas presas ou executadas, com acusações forjadas, incluindo traição, conspiração e espionagem. Mais de 1/3 dos 3 milhões de membros do Partido Comunista da União Soviética [PCUS] e metade das forças armadas foram brutalmente assassinados.

Baseado nos expurgos de Stálin, Arthur Koestler nos dá um vislumbre do horror da vida como prisioneiro político na União Soviética. Ela mostra o quão longe as autoridades dos regimes totalitários estão dispostos a ir para permanecerem no poder.

O personagem principal do livro, Nicolas Rubachov, é um herói revolucionário da era bolchevique e um comunista leal. O Partido prende Rubachov durante os expurgos com um planos para assassinar o líder.

O livro perdura em torno de uma série de sessões de Rubachov com interrogadores que tentam levá-lo a confessar crimes que não cometeu.

Uma confissão de Rubachov é considerada "como uma formalidade, como uma comédia do absurdo, ainda que necessária."

Seu primeiro examinador, Ivanov, é um revolucionário bolchevique e um velho amigo de Rubachov. Como o próprio Ivanov tenta ajudar Rubachov a escapar de seu destino, ele próprio é purgado e executado.

O caso de Rubachov então vai para Gletkin, que é de uma geração mais jovem, que cresceu muito depois da revolução em um país já isolado do resto do mundo.

Ao contrário de Ivanov, Gletkin acredita que a melhor maneira de alcançar seus objetivos é através da força e da tortura, porque "não existem seres humanos capazes de resistir a uma certa quantidade de pressão física... a resistência dos nervos humanos é limitada pela natureza."

O contraste entre os dois reflete a desumanização nos ideais do Partido na população com o passar do tempo; como "a mesma doutrina tornou-se tão desumana" com as gerações mais jovens do Partido. Durante suas audiências com Gletkin, Rubachov trata de compreender como a sua lealdade aos ideais da revolução faz dele um inimigo do Partido.

Rubachov atravessa uma série de sessões de tortura psicológicas para tentar fazê-lo confessar. Ele é privado de sono e forçado a sentar-se sob uma luz brilhante por horas. O partido estava disposto a usar quaisquer ações que precisasse para conseguir o que queria.

Darkness at Noon é mais poderoso quando explora a própria transformação pessoal de Rubachov.

"Por quarenta anos ele viveu em estrita conformidade com os votos de sua ordem, o Partido, e onde ele tinha se aterrado? O Partido lhe negou a vontade do indivíduo livre e, ao mesmo tempo exigiu o seu sacrifício voluntário. Eles lhe negaram a sua capacidade de escolher entre duas alternativas, e, ao mesmo tempo que exigiram que se deve sempre escolher o caminho certo."

O questionamento das idéias e princípios básicos do comunismo de Rubachov vêm direto da vida do próprio Koestler.

Nascido em Budapeste, 1905, Arthur Koestler e sua família fugiram para Viena após a Revolução Húngara de 1919.

Ele se tornou um comunista comprometido em 1930 e viajou por toda a União Soviética.

Depois de ser preso na Inglaterra e na França por suas idéias políticas, ele foi enviado para a Espanha pelo Partido Comunista, onde foi capturado pelo governo fascista do ditador Francisco Franco e condenado à morte.

O Partido Comunista ordenou que Koestler ficasse na prisão o maior tempo possível ou, melhor ainda, para tornar-se um mártir para a causa.

As ações do partido só conseguiram desiludi-lo e inspirou-o a escrever Darkness at Noon.

Depois de ser salvo pelos britânicos e renunciar ao partido em 1938, Koestler lutou para fazer as Gulags [ prisões secretas na União Soviética ] mais conhecidas e ... provar que o comunismo soviético foi um fracasso econômico e social.

Não se pode ler Darkness at Noon sem sentir profundamente a ilusão, a paranóia, e crueldade dentro do sistema comunista.

O livro inspirou outros críticos do totalitarismo como George Orwell.

O The Economist elogiou-o como "uma poderosa demolição do comunismo".

A lógica perversa dos membros do Partido ganha vida através dos personagens de Koestler, que realmente acreditam que "o partido nunca pode estar enganado."

O mais importante, vemos como a morte é a única solução para a dissidência política sob o regime comunista.


Arthur Koestler



Folheto para uma adaptação teatral de "Darkness at Noon", de Sidney Kingsley de 1953

O Zero e o Infinito [ Sinopse ] O livro se passa em um país sem nome, dominado por um governo totalitário. Rubashov, antes um personagem poderoso no regime, percebe que sua situação mudou por completo quando ele é preso e julgado por traição. O embate dialético entre o indivíduo e a coletividade é o mote central de "O zero e o infinito", o livro que provocou um verdadeiro cisma na esquerda européia do pós-guerra. Visto como o romance fundamental sobre o período do Grande Expurgo stalinista e colocado par a par com obras marcantes do pensamento antiditatorial como "A revolução dos bichos" e "1984", a obra-prima de Arthur Koestler mantém seu vigor ainda hoje - não por ter sido tomada como instrumento ideológico, mas por ser um fino estudo literário sobre um homem só diante de uma decisão impossível.


Arthur Koestler



08 maio, 2016

A Luta pela Alma Chinesa




Guerra Fria



Quando a Igreja Congyi em Hangzhou finalmente ficou completa em 2005, foi chamado de a maior igreja chinesa no mundo, capaz de receber uma multidão de 5.500 com quase US$ 6,5 milhões que foram arrecadados para financiar a sua construção; Anos mais tarde, a adesão à Congyi inchou, até mesmo o estacionamento subterrâneo foi usado como ponto de encontro por adoradores mais jovens, se levantou mais um milhão de dólares para construir um novo estacionamento. Todo o dinheiro veio da congregação de Congyi. Seu pastor, Gu Yuese, cujo nome é a transliteração chinesa de José, dirigiu os assuntos da igreja durante anos, e eventualmente se tornou a igreja oficial de mais alta patente sancionada pelo Partido Comunista Chinês (PCC). Em 29 de janeiro, Gu foi preso pela polícia chinesa, que afirmou "questões econômicas" como razão. Dias depois, o Partido Comunista Chinês (PCC) acusou Gu de desviar US$ 1,6 milhão. De onde, supostamente?.. ainda não está claro.

A prisão de Gu ocorre quando o governo chinês continua a fazer movimentos de mão-de-ferro para conter os cristãos chineses.

Em nome da manutenção da "segurança e beleza", o Partido Comunista Chinês (PCC) demoliu Igrejas e Cruzes - todas pintadas de vermelho como lembretes do sangue derramado pelos fiéis quando as tropas de Mao Zedong tentou apagar a Santa Fé Cristã da China há quase 50 anos.

Aqueles que falam contra as decisões do Partido Comunista Chinês (PCC) são presos e colocados em prisões. Pequim agora tenta regular igrejas protestantes e Católicas, exigindo que líderes locais respondeam ao governo chinês, em vez do Vaticano ou de outras autoridades religiosas. No passado, o Partido Comunista Chinês (PCC) usava indivíduos dentro das igrejas chinesas para atuar como ligação com o governo. Mas o elo Estado-Igreja tornou-se cada vez mais tenso quando Pequim, agora, quer forçar seu caminho para o uso do púlpito também.

Funcionários de assuntos religiosos do Partido Comunista Chinês (PCC) querem que os seus próprios usem intervalos de tempo durante o culto de domingo para educarem os fiéis sobre política e regulamentos religiosos do Partido Comunista Chinês (PCC). A idéia não é popular entre os paroquianos.

O Pastor Gu fez voz em oposição à destruição de cruzes, na província de Zhejiang.

Desde 2014, 1.800 cruzes foram derrubados pelas autoridades chinesas. .

Bob Fu, um pastor que escapou da repressão policial na China antes que ele funda-se a ChinaAid, um grupo cristão de direitos humanos com sede no Texas, compartilhou sua visão de que a prisão de Gu não era por corrupção, mas uma "vingança política".

Encarcerado, Gu escreveu uma carta à sua congregação para dizer que ele está bem, e que o inquérito sobre a alegada "apropriação indébita era para seu...". A carta continuava "próprio benefício." e "Por favor, tenham fé em nosso governo e do departamento judicial. Eles vão fazer o seu trabalho de forma rigorosa, respeitando as leis e desenterrando a verdade com imparcialidade, justiça e transparência pública."

Linhas que claramente soam suspeitas, suficiente para fazer muitos na congregação de Gu acreditarem que ele foi forçado a escrever a carta, um sentimento compartilhado pelos cidadãos chineses após a carta - ecoando nas semelhantes tornadas públicas após o rapto de cinco livreiros em Hong Kong. A mesma linguagem é usada em confissões televisionadas antes do julgamento, que também são produzidas através de coerção.

Gu foi preso nos termos do artigo 73 da Lei de Processo Penal da China, que afirma que qualquer pessoa suspeita de ter cometido um crime que põe em perigo a segurança do Estado, envolve-se em atividades terroristas, é colocado em "vigilância residencial num local designado." Isso significa que Gu está preso em um local secreto, à espera de decisão final. De acordo com o artigo 73, os suspeitos podem serem detidos por até seis meses em qualquer local escolhido pelas autoridades, e são negados visitas jurídicas ou de familiares.

Quando mais de 250 advogados de direitos humanos e os seus colaboradores foram presos em julho passado, eles foram mantidos de acordo com o traçado pelo artigo 73. Muitos foram libertados dentro de dias, mas alguns daqueles que permaneceram sob "vigilância residencial" ficaram durante meses sendo espancados e/ou torturados . Sete indivíduos que foram presos em julho foram acusados ​​de "subversão" no mês passado.

Oficialmente, a China é um país ateu, mas constitucionalmente garante a liberdade religiosa. No entanto, na prática, o Partido Comunista Chinês (PCC) é cuidadoso com todas as organizações religiosas. Em particular, os oficiais do Partido Comunista Chinês (PCC) vêem as várias entidades religiosas como forças ameaçadoras, incluindo a Igreja Católica e protestantes.

O Partido Comunista Chinês (PCC) tem pouco menos de 88 milhões de membros, enquanto pode haver até 100 milhões de cristãos na China hoje.

Wenzhou, cidade na mesma província de Hangzhou, tem cerca de 1,2 milhões de protestantes entre a sua população de 9 milhões, e é conhecido como a Jerusalém da China.

Até o final de 2014, a China era o maior produtor de Bíblias cristãs.

Ao caminhar através da cidade velha de Jerusalém ou em outros locais principais do Cristianismo, você vai encontrar muitas das cruzes e rosários a venda sendo "Made in China".

Agora que o Partido Comunista Chinês (PCC) eleva mais a voz contra a influência estrangeira, ou seja, rápidos em culparem as potências estrangeiras dos problemas domésticos, o Cristianismo é visto por Pequim como um perigo para o domínio do Partido no tecido político da China, embora as igrejas... Sejam apenas local de oração.


Os cidadãos chineses se juntam igrejas por várias razões.

Alguns entram por curiosidade e acabam retornando a cada semana. Outros se juntam aos seus vizinhos, colegas de escola ou contatos de negócios para a missa de domingo. Tornar-se parte das igrejas da China não é apenas uma questão espiritual; o também é elemento social, a união que um grupo de pessoas amigas podem oferecer. O tema mais comum é que a liderança da igreja é muito querida e respeitada. Não só existe um senso de comunidade, membros de igrejas chinesas sentem que podem confiar nos pastores ou Padres que lhes dão a Santa Missa todos os domingos, e também oferecem assistência sempre que necessário.

O Clero incorpora-se dentro da comunidade, e são agradáveis e não exclui ninguém. Isso é um enorme contraste com oficiais do Partido Comunista Chinês (PCC), que em meio a corrupção e repressão do Presidente chinês Xi Jinping ainda são vistos como indivíduos com interesses escondidos e egoístas.

Os líderes da Igreja como Gu cultivaram seguidores em massa, particularmente ao longo da costa oriental central, onde muitas igrejas estão localizadas. Igrejas locais, embora ilegais sob a lei chinesa, continuam a se espalhar e reunir novos membros de boca em boca.

Cem milhões de cristãos entre cerca de 1,4 bilhão de pessoas na China pode parecer uma pequena fatia da população, mas isso é suficiente para sacudir as fundações existenciais do Partido Comunista Chinês (PCC).

Afinal de contas, não foi há muito tempo, mais ou menos na época da Guerra Civil Americana, quando a China Imperial foi abalada por um levante pseudo-cristã que resultou de 20 à 30 milhões de mortes.

A Rebelião Taiping, liderada por um homem que afirmava ser o irmão mais novo de Jesus Cristo.

O erro de Pequim é pensar que as igrejas de Zhejiang estão com fome de poder, e este erro de cálculo está custando ao Partido Comunista Chinês (PCC) perceber que a batalha é pela a alma da China.


Guerra Fria



Comunismo no Banco dos Réus [ Khmer Rouge/Vermelho ]

Um ex-médico no centro de segurança de Phnom Penh S-21 disse ao Tribunal do processo que julga o Khmer Rouge, na segunda-feira passada, que ele fornecia tratamento aos presos que passavam por torturas.


Guerra Fria



Makk Thim, 54 anos, disse ao tribunal que ele raramente tratava prisioneiros com ferimentos "graves" na notória prisão onde mais de 12.000 pessoas podem terem sido enviadas para a morte, admitiu que as lesões eram o resultado de interrogatórios violentos.

"Esse prisioneiro disse-me que o interrogador usou o alicate[s] para tirar as unhas dos dedos das mãos e dos pés", relato de Makk Thim. "Eles eram submetidos a um grande sofrimento. Nada pode ser comparado com o tratamento de retirarem as suas unhas. Eles eram espancados, suas unhas eram removidas e não importasse o quê acontecia, eu tinha que tratá-los ", disse ele ao tribunal no final do dia.

Apesar de, inicialmente, alegar que ele nunca tinha atendido prisioneiros que desmaiaram depois de serem eletrocutados durante as sessões de interrogatório, Sr. Thim voltou atrás quando uma afirmação sua foi contraditória com uma entrevista anterior.

"A entrevista aconteceu há vários anos. Talvez eu tenha esquecido algumas das palavras que eu disse no momento. Sim, os prisioneiros foram eletrocutados", acrescentando que ele administrava apenas vitaminas B1 e B12 nesses casos, ao tratar outros pacientes, além de água salgada ou algum antibiótico. Apesar de servir como médico para o Khmer Rouge, o Sr. Thim disse ao tribunal que ele também se considerava um prisioneiro do regime de Pol Pot.

"Na época, eu me considerava um suposto prisioneiro, bem, então estávamos na mesma situação", disse ele.

© 2016, The Cambodia Daily.

07 maio, 2016

Camarada, Culto à Personalidade é Anti-Marxista!!!




Guerra Fria

Peter Andrews / Reuters


Ele encontra-se em um sarcófago de vidro. Seus olhos estão fechados, barba e bigode avermelhados aparados, suas mãos descansar calmamente sobre seu corpo. Vestido com um terno preto austero, Vladimir Lênin, o primeiro líder soviético, para quem olhar pela primeira vez, estar dormindo. Sua imagem é tão realista que muitas vezes assusta as crianças. Muitos adultos acreditam que é uma estátua de cera, em vez do corpo real de alguém que morreu há 92 anos. E, no entanto, é o corpo de Lênin, pelo menos em parte. Só cuidadosamente monitorizado, alimentando o re-embalsamento regularmente faz os cientistas acreditarem que podem fazer durar por séculos. Durante a era soviética, uma extensa infra-estrutura foi desenvolvida para garantir que isso acontecesse. O público pode ser dividido por tal perspectiva, mas, por enquanto, as autoridades parecem comprometidas com o cuidado e manutenção de Lênin. No mês passado, o Serviço de Guarda Federal - território perto do Kremlin, incluindo o mausoléu, sob sua jurisdição - anunciou um concurso para "obras médicas e biológicas para manter o corpo de Lenin" em 2016. A soma anunciada era de 13 milhões de rublos (US$ 197.000).

Quando Lênin morreu em janeiro de 1924, ninguém planejou preservar seu corpo por tanto tempo. O renomado patologista Alexei Abrikosov realizou a autópsia habitual no corpo, e, entre outras coisas, retirou as suas principais artérias. "Mais tarde, ele diria que se soubesse que iria embalsamar o corpo, ele não teria feito isso", diz Alexei Yurchak, professor de antropologia social da Universidade da Califórnia em Berkeley. "O sistema de sangue vascular poderia ter sido usado para fornecer produtos químicos no embalsamamento do tecido."


Guerra Fria

Praça Vermelha, 27/Jan/1924.


Após a autópsia, o corpo de Lênin foi embalsamado temporariamente para evitar que ele imediatamente entrasse em decomposição para que pudesse ser colocada em exposição para dar às pessoas a oportunidade de prestar suas homenagens ao líder soviético. Previa-se que Lênin, então, seria enterrado na Praça Vermelha. Durante quatro dias, o cadáver foi mantido em um caixão aberto na Casa da União (Dom Soyuzov) no centro de Moscou. Pessoas de todo a União Soviética fizeram fila para as despedidas finais. Uma multidão de cerca de 50.000 pessoas passaram pelo salão onde o caixão foi colocado. Estava excepcionalmente frio, e, mesmo no interior, a temperatura era de -7°C. Os relatos de contemporâneos recordam que fogueiras eram mantidas no acesso para impedir que os visitantes do congelassem. Apesar do frio, mais e mais pessoas, incluindo delegações estrangeiras, queriam pagar seus respeitos ao falecido líder. Assim, quatro dias depois da morte de Lênin, o governo mudou o caixão para um mausoléu temporário de madeira na Praça Vermelha e disponibilizado para os visitantes. O cadáver foi mantido frio e não tinha ainda começado a apodrecer. Já tinham se passado 56 dias, após a morte de Lênin, quando funcionários soviéticos decidiram preservar o corpo.

Guerra Fria

Foto: Anatoly Garanin / RIA Novosti [ Setembro de 1941 ]
A primeira idéia não envolveu embalsamamento, mas o congelamento do corpo. Leonid Krasin, o Ministro do Comércio Internacional na época, recebeu a permissão de adquirir equipamentos de congelamento especiais na Alemanha. No entanto, no início de março de 1924, quando as preparações para o congelamento ganharam força, dois químicos conhecidos, Vladimir Vorobyov e Boris Zbarsky sugeriram embalsamar o corpo. Eles propuseram usar uma mistura química que impediria o corpo da decomposição, secar e mudar de cor e forma. Zbarsky argumentou que o congelamento não era a melhor opção - a decomposição ainda continuaria, mesmo em baixas temperaturas. No começo, Vorobyov estava relutante em participar do projeto, estava fora das boas graças do governo bolchevique e com medo de falhar em tal e enfrentar represálias. No entanto, ele era um dos melhores em campo e já tinha preservado com sucesso vários corpos, usando técnicas de embalsamamento. Após uma série de reuniões do governo e inspeções no corpo, a decisão foi tomada: O embalsamamento. Já era final de março - o tempo estava melhorando, as temperaturas estavam subindo, e esperar mais tempo poderia ter causado danos permanentes no corpo. O cadáver, na verdade, já tinha sofrido danos. Com manchas escuras aparecendo na pele, incluindo o rosto de Lenin, suas órbitas estavam deformadas. Assim, durante vários meses, os cientistas definiram pelo clareamento da pele por mistura química correta para um embalsamamento bem sucedido.

Sob a pressão de relatar aos funcionários soviéticos, eles trabalharam dia e noite. Em 01 de agosto de 1924 o mausoléu na Praça Vermelha finalmente abriu para os visitantes. "Incrível! É uma vitória absoluta" foi relatado ter dito Zbarsky.


Guerra Fria

Revolucionário bolchevique Mikhail Kalinin na guarda de honra perto do "túmulo" de Lênin. Kalinin foi um aliado de Stálin durante a luta de poder que seguiu à morte de Lenin, que acabou dizimando quase todos os líderes bolcheviques, Lênin que Trotsky como seu substituto, outra incoerência comunista aqui, Trotsky influenciou muito Mussolini na sua forma de atuação, principalmente nas Brigadas Vermelhas, depois o primo-irmão-amante Facismo do Comunismo virou de direita, vai entender essa gente.


A partir de então, um grupo de cientistas ficou encarregado de manter o corpo. No auge da sua atividade durante a era soviética, o "laboratório Lênin" tinha cerca de 200 especialistas que trabalhavam no projeto, de acordo com Yurchak. Hoje, o grupo é uma dúzia de vezes menor, mas o trabalho praticamente não mudou. Todos os dias os cientistas visitan o mausoléu para verificar o corpo, onde é preservado sob temperatura e iluminação cuidadosamente calculada. E a cada 18 meses o corpo é re-embalsamado em uma instalação especial localizada abaixo do mausoléu. Ali, os cientistas com cautela lavam o corpo, mergulha-o em líquidos de embalsamamento e injetam-no os produtos químicos necessários. Os cientistas conseguiram preservar de Lênin: esqueleto, músculos, pele e outros tecidos, mas todos os órgãos internos foram removidos, incluindo o cérebro que foi meticulosamente examinado pelos Soviéticos no "Instituto do Cérebro", criada pouco tempo depois que Lênin morreu com o papel específico de estudar suas "habilidades extraordinárias." Pedaços do cérebro de Lênin ainda estão preservados no Instituto, que agora faz parte do Centro de Neurologia da Academia Russa de Ciências. Além de garantir que o corpo pareça natural, os cientistas hoje em dia também mantêm o trabalho de monitorar a condição da pele, e, por vezes, substituir o tecido danificado com material artificial. Os tratamentos experimentais e novos produtos químicos são geralmente testado nos chamados "objetos experimentais" - corpos embalsamados não identificados que são mantidos no laboratório -, a fim de não danificar acidentalmente "Lênin".

A técnica única desenvolvida pelos cientistas soviéticos, resultou em vários "clientes" do exterior. Além de Lênin, o laboratório em Moscou também embalsamou e preservou, entre outros, o presidente vietnamita Ho Chi Minh, o líder búlgaro Georgi Dimitrov, os líderes da Coréia do Norte Kim Il-sung e Kim Jong-il. Para não mencionar o ditador soviético Josef Stalin, cujo corpo embalsamado deitou ao lado de Lênin de 1953 a 1961. O processo de embalsamamento foi realizado em completo sigilo, com cientistas de laboratório, de vez em quando indo para o Vietnã ou a Coréia do Norte para fornecer manutenção, relutantes em compartilhar informações com seus colegas estrangeiros.

"Especialistas juniores - como eu era na época - não foram informados sob qualquer uma das especificidades", Vadim Milov, um embalsamador que trabalhou no laboratório de 1987-1997, ao The Moscow Times.

"E ainda assim eu tinha informações suficientes para viajar ao Vietnã para trabalhar no corpo de Ho Chi Minh."

Depois de vários pedidos por escrito para fornecer comentários, Nikolai Sidelnikov, diretor do Instituto de Toda a Rússia de Plantas Aromáticas e Medicinais, recusou-se a proporcionar o acesso ao laboratório, dizendo que era "sujeita a segredos comerciais e estatais." Yurchak, que vem estudando o corpo de Lênin durante anos e entrevistou cientistas do laboratório, diz que tal sigilo nem sempre tem sido o caso.

"Eles deram muitas entrevistas na década de 1990, um canal de televisão russo, filmou um documentário detalhando as instalações sob o mausoléu. Mas a nova gestão do laboratório não quer jornalistas para transformarem seu trabalho em uma piada, que é o que costumam fazer", disse o antropólogo. "É bastante provável que as autoridades tenham imposto uma proibição de falar com a mídia", acrescentou.

O Laboratório Lênin enfrentou tempos difíceis após o colapso da União Soviética. Em 1991, muitos dos novos governantes democráticos da Rússia pediram a demolição do mausoléu, e para Lênin ser enterrado em outro lugar. Isso causou um grande protesto, recorda Yevgeny Dorovin, deputado do Partido Comunista no Duma [ Parlamento Russo ] e presidente de uma ONG de apoio a preservação do mausoléu em seu estado atual. "Muita gente foi para a Praça Vermelha para protestar contra essa blasfêmia", diz ele. "Felizmente, o comandante da guarnição do Kremlin veio e acalmou todos, e disse-lhes que o mausoléu estava seguro." Mas o governo cancelou o financiamento do projeto, mais uma vez colocaram o futuro do mausoléu em questão. O Partido Comunista respondeu através da recolha de donativos para apoiar o mausoléu e os cientistas que trabalham para manter o corpo de Lênin. "Nós pagamos tudo, exceto gás, água e eletricidade", disse Dorovin, embora ele se recusasse a especificar quanto dinheiro a fundação levantou e repassou. O Estado só começou a financiar o mausoléu novamente alguns anos atrás [ por coincidência o período Putin ], acrescentou. O Serviço de Guarda Federal disse ao The Moscow Times,que "era impossível" revelar o quanto tinha sido gasto com a preservação de e eo mausoléu. Eles também se recusaram a especificar em que momento eles se tornaram responsáveis ​​pelo mausoléu.

A maior ameaça para o futuro do mausoléu é geracional. Os cientistas estão ficando mais velhos, e não há jovens cientistas dispostos a substituí-los. "Os jovens não estão interessado em ciência de mausoléu, não dá prestígio", diz Yurchak. Há uma solução óbvia, mas a idéia de enterrar o ícone Soviético não é um popular entre os cientistas. Se isso vier a acontecer, isso significaria uma experiência de 92 anos de duração sem precedentes que chegaria ao fim. "E representaria uma perda para a ciência, estudos e descobertas - que é o que os cientistas temem", diz Yurchak [ Eo fechamento de vagas inúteis no serviço público russo. ]. Enquanto isso, o mausoléu está fechado - mas apenas temporariamente: As autoridades preparam a Praça Vermelha para o Dia da parada da vitória em maio. Ele irá abrir novamente no dia 18 de maio, com Lênin parecendo tão vivaz como sempre.

In the Flesh: Russian Scientists Work to Preserve Lenin's Corpse [ THE MOSCOW TIMES ] por Daria Litvinova

A diferença entre idéias e fatos, a perdição dos estudiosos de esquerda.

A diferença entre idéias e fatos, a perdição dos estudiosos de esquerda


Hoje, Florin Curta, professor de história medieval e arqueologia na Universidade da Flórida, antes do seu caminho chegar as vistas ensolaradas do centro-norte da Flórida ele esteve Sob as Botas do Comunismo na Romênia, onde cresceu, lutou a procura de alimentos em supermercados vazios, cortes de energia, um governo opressivo que desencorajava a criatividade ea livre iniciativa. Curta cresceu sob o regime da mão de ferro do Presidente romeno Nicolae Ceauşescu, uma ditadura caracterizada pelo implacável controle do Estado, a pobreza extrema com dilapidação generalizada e privações.


Guerra Fria



Ceauşescu foi derrubado e executado por fuzilamento em 1989 por seus colegas de Partido, deixando um abandonado país em frangalhos, que ainda não se recuperou.

Curta, entretanto, conseguiu ganhar seu diploma de bacharel pela Universidade de Bucareste em 1988 e deixou seu país em 1993, tendo sido convidado a prosseguir para um Ph.D. após discurso perante o Congresso Internacional de Estudos Medievais em Kalamazoo, Michigan.

Ele não olhou para trás. Descobrir a liberdade acadêmica e pessoal, diferente de qualquer coisa que ele poderia ter na Romênia pós-comunista, Curta se mudou permanentemente para a América.

"Há uma certa atmosfera na qual o pensamento acadêmico pode crescer nos Estados Unidos que não pode acontecer em qualquer país europeu", disse Curta.



"A esquerda após o comunismo entrou em colapso, mas foi um regime que deixou uma profunda marca profunda, na mente das pessoas. Mesmo que não haja o comunismo oficial em governos, muita gente continua a pensar de maneira comunista, especificamente no mundo acadêmico."

Curta é um dos maiores especialistas na história medieval e arqueologia do mundo - Co-fundador na Universidade da Flórida do centro de estudos medievais e modernos, onde dirige o seu programa de certificação.

Recentemente com ilustres estudiosos, ele compartilhou a sua experiência de crescer sob um regime comunista e discutiu a ascensão do socialismo na América.

Conte-nos sobre como foi crescer na Romênia comunista. Qual era a qualidade de vida?

Curta: As lojas viviam completamente vazias. Não havia comida. Havia um mercado negro, onde você podia comprar algumas coisas, mas os preços, obviamente, eram muito mais altos [ Ver Curva de Laffer ]. Além do fato de que não havia comida, a eletricidade podia ser cortada do apartamento a qualquer momento. Você não sabia quando e por quanto tempo. Às vezes não havia água corrente, e não havia água quente para todos. Nós estamos falando sobre a vida em um ambiente urbano, nós estamos falando sobre um apartamento, não para um ou dois, mas milhares de pessoas vivendo em tais condições. Eu estava na faculdade naquele tempo, e lembro-me realmente que estudava na biblioteca com luvas em minhas mãos, porque fazia muito frio. Então, não era um lugar feliz.

O socialismo parece ser uma ideologia popularmente abraçada na academia norte-americana. Por que você acha que isso acontece? O quê é tão tentador nessa mentalidade?

Curta: Eu acho que há um idealismo que a maioria das pessoas na academia, especificamente na área de humanas, buscam. Vivemos em uma época de marasmo ideológico, especialmente com o colapso do comunismo, que não deixou espaço para os idealistas do mundo acadêmico. Não importa se você pode provar que o sistema não funcione, a inclinação para ir para esse caminho, talvez seja, porque a maioria das pessoas associem o socialismo com justiça social, enquanto a primeira é uma ideologia com idéias concretas e experiências históricas concretas, a justiça social é muito mais uma noção abstrata vaga.

Você tem que entender, a diferença entre idéias e fatos é o que é de grande preocupação aqui. Como meu pai costumava dizer, é muito mais fácil ser marxista quando você saborea o seu café na Rive Gauche, da margem esquerda de Paris, do que quando se vive em um apartamento minúsculo sob Ceauşescu, especialmente na década de 1980.


Porque você acha que a ideologia socialista vem ganhando popularidade com alguns americanos? Porque você acha que o candidato presidencial democrata Bernie Sanders, cuja plataforma é baseada nas idéias socialistas, ganhou tal atração com o eleitorado, especialmente a geração do milênio?

Curta: Primeiro de tudo, eu não estaria disposto a colocar um única descrição sobre toda a população que é atraída para essa idéia. É uma questão de certos segmentos da população que, acontece especialmente com os mais jovens, e eu acho que tem algo a ver com dois fatores, um dos quais é a distância de tempo entre a experiência real, o significado histórico do comunismo. Em outras palavras, os pais dos jovens que agora estão muito entusiasmados com o socialismo e Bernie Sanders foram aqueles viveram durante a Guerra Fria. Então, para eles, o socialismo, ou, mais ainda, o comunismo, era uma ameaça real. E eles podiam ver sob seus próprios olhos como aquela forma de vida era.

Também a falta de conhecimento histórico. Eu diria que o sistema escolar é responsável por isso. Você fas cursos nas universidade sobre o Holocausto, mas você não recebe cursos sobre a história do comunismo. A última vez que se calculou, estima-se que 100 milhões de pessoas morreram sob o comunismo por vários regimes em várias partes do mundo. Isso parece estar no passado, sem uma nota no mundo acadêmico. Eu acho que a falta de destaque no currículo, em outras palavras, não ensinar o que realmente aconteceu, e pura ignorância sobre o desastre em termos de custo humano, custo econômico, em tragédia, em geral, é responsável por este quadro rosado do socialismo.


Ver: Para evitar as mentiras rosadas, lembrar a verdade vermelha.

E então o quê pode ser feito para contrariar esta percepção errada ou talvez até mesmo visão incorreta da história?

Curta: Educação. Mas também a vontade de saber sobre isso. Apenas ignorar esses fatores em um diálogo não é possível ... Trazendo a verdade com o quê aconteceu é de valor crucial. Ignorando o que aconteceu vai levar a erros semelhantes.

Mas o e dizer de "educação universitária gratuita para todos", que é uma das promessas de campanha de Sanders? Não devem as pessoas terem acesso ao ensino superior gratuito?

Curta: Minha resposta para isso é muito simples. Eu passei mais de 20 anos na escola no meu país de origem, sob o comunismo, de graça, mas eu não tinha comida na mesa.

Tendo tudo isto em mente, o que você diria a um milenar que quer votar para Sanders?

Curta: Primeiro de tudo, eu diria que ele é livre para votar em quem quiser. Esse é o princípio em que este país se baseia, ao contrário de onde vim. Você tem opções. Você também tem opções de educar-se e responder as perguntas que possam surgir a partir de uma investigação de pontos de vista e assim por diante do candidato. Não tente empurrá-las na minha garganta, porque na verdade eu sei muito mais sobre onde essas idéias podem acabar, porque eu as experimentei não a partir de livros de leitura, mas de viver nelas.

Você acha que as idéias socialistas nunca poderão realmente ser implementadas aqui nos EUA?

Curta: Para dizer que, francamente, eu acho que isso é uma questão filosófica e posso respondê-la, dando a minha opinião sobre isso ... Vamos dar um exemplo, uma invenção que realmente mude a vida de centenas, milhares, milhões de pessoas. A partir do momento em que a invenção é elaborada em um pedaço de papel pelo inventor, a partir do momento que ele realmente ganha aplicação social, para mudar a vida das pessoas, é preciso muito pouco no sistema capitalista. Isso é por causa do lucro. Leva um tempo muito longo no socialismo, por que precisa ser aprovado. Originalidade, criação e criatividade, as formas de liberdade, que a maioria dos americanos não pensam muito sobre elas, são desencorajadas no socialismo. Você tem que ficar na linha, não sair da sua linha.




Guerra Fria

AUTORA: Julianne Stanford [ Julianne estuda na Universidade do Arizona, fazendo especializações em jornalismo e relações exteriores com francês. Fora da sala de aula, ela trabalha como jornalista freelance e fotógrafo. Ela pode ser encontrada em um café em qualquer tarde bebendo sua terceira xícara de café preto ao escrever um artigo ou editando imagens. ] Site pessoal.


06 maio, 2016

Funcionários Públicos no fim... também pagarão o preço da espiral da desgraça




Armado com o equivalente à 24 dólares norte-americanos e uma enorme dose de paciência, em Cuba você estará na pele de um funcionário público em "resolver" a tarefa de se alimentar em Cuba.

O quê um funcionário do Estado pode comprar com essa quantidade de dinheiro - equivalente ao salário médio mensal?

Quarenta minutos depois de ficar em uma longa fila em uma loja "de moeda forte", sem ar condicionado, isso será o que conseguirá comprar, no final de março:


• 4 copos de iogurte,
• 1 pacote de cachorros-quentes,
• um pouco de carne moída,
• uma fatia de queijo,
• uma garrafa de óleo vegetal,
• um pacote de frango,
• meio kilo de ervilha,
• espaguete,
• 1 caixa de suco de manga e
• uma caixa de flocos de milho (Made in USA);

O nome da loja é Maravillas (não necessita tradução), a compra não compreende uma cesta básica de alimentos [ não alimentaria uma família por um dia ] porque a loja não terá muitos outros produtos, com um grande número de prateleiras vazias ou cheias com o mesmo produto, as faltas são evidentes.

Encontrar um bife será a tarefa mais árdua.

Um funcionário na loja da Harris Brothers, em Havana Velha disse que não vendia carnes a meses e recomenda ir ao açougue Los Fornos na Rua Neptuno.

O preço de 1 Kilo de carne de primeira?

Pouco mais de 8,5 Convertible Cuban Pesos - conhecido como CUC - ou cerca de 205 pesos, cerca de metade do salário médio mensal da ilha, que agora está em 460 pesos.

Lojas de "moeda forte" não vendem frutas ou legumes, exceto em casos raros, como a exclusiva loja Palco. Para encontrar esses itens, os cubanos têm de irem aos mercados agrícolas. Alguns são de propriedade estatal, com preços ligeiramente mais baixos, linhas mais completas e produtos mais "pobres".

Nos outros mercados, conhecidos como "liberais", os preços são fixados pela oferta e demanda. Em um dos mercados "liberais" no bairro de Cerro, a carne de porco era vendido a cerca de 80 pesos por kilo - cerca de US$ 4,00 ou R$ 12,00. O quilo de cebola vendido por 40 pesos, eo tubérculo malanga por 16 pesos por quilo.

Uma comparação entre os preços dos alimentos em torno de Havana servem como uma referência para a situação socioeconômica das pessoas, definido por seu poder de compra. Roberto Geilbert, um funcionário do Estado, geralmente vai para uma cafetaria no Rua Neptuno para comprar um refrigerante por um peso. Ele diz que é tudo que ele pode pagar. Outros cafeterias de "peso" podem ter clientes que podem pagar 12 pesos por uma pizza. Mas os preços atravessam o céu [ para o povo Cubano ] nos restaurantes de propriedade privada, conhecidas como paladares, que atraem turistas estrangeiros e diplomatas.

O bife de lombo que o Presidente Barack Obama saboreou no paladar San Cristobal, quando ele visitou Havana em março custa 15 CUC. Por 20 CUC, ele poderia ter pedido uma lagosta grelhada, o prato mais caro custa mais que o salário mensal de um funcionário público.


Guerra Fria



O Comunismo não passa da tomada do Estado por uma Nova Elite de Funcionários Públicos, que no fim... também pagarão o preço da espiral da desgraça.


Funcionários Públicos no fim... também pagarão o preço da espiral da desgraça.

Os Congressos e Conferências Norte-Coreanos




O sétimo congresso do Partido dos Trabalhadores da Coréia será aberto na Coréia do Norte daqui a pouco - o encontro da elite dominante do país.


Guerra Fria



Um evento copiado da União Soviética, os congressos foram originalmente convocados a cada par de anos na URSS, com cada um aclamado entre os comunistas como um "grande" evento histórico e ideológico. A Coréia do Norte seguiu o exemplo. Mas será que esta reunião tem valor histórico para a Coréia do Norte? Os observadores têm especulado que o líder de 33 anos de idade, Kim Jong-un, irá utilizar o congresso para revelar os planos para reformas econômicas extremamente necessárias, mas na verdade ninguém sabe ao certo o quê esperar. Então, o quê pode ser aprendido com as reuniões anteriores? Qual é a diferença entre um Congresso e uma Conferência (além da pompa)? Como Kim será testado, uma outra arma nuclear anunciada ou purgar a metade da festa? Vamos dar uma olhada para trás:


O Primeiro Congresso, 1946

Anteriormente, o Primeiro Congresso não era a primeira reunião dos comunistas norte-coreanos, mas era considerado apenas o primeiro encontro oficial de confraternização, uma vez que nele o Partido Comunista da Coréia do Norte se fundiu com o Partido do Povo Novo para formar o grupo está hoje no poder - o Partido dos Trabalhadores da Coréia do Norte. Realizado em agosto, este foi também o momento em que o jornal Rodong Sinmun foi estabelecido como porta-voz oficial do Partido. No entanto, essas alterações foram em grande parte cosmética na época: todas as organizações comunistas coreanos ainda eram controlados pelos soviéticos.


Guerra Fria



O Segundo Congresso, 1948

A divisão da Coréia no Segundo Congresso estava em curso prestes a produzir dois Estados independentes, de modo que os discursos eram principalmente sobre a Coréia do Norte ser "Boa" ea Coréia do Sul ser "Má". Esta também foi a primeira a apresentar o novo emblema do Partido, que consiste em um martelo, foice e uma escova. Desde essa data, em março de 1948 o emblema manteve-se inalterado. Este congresso foi também o último a apresentar a antiga bandeira coreana. Uma vez que esta era a partir daquela época a bandeira nacional da Coréia do Sul, a maioria das primeiras fotos que há do encontro já foram editadas pela RPDC.


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O terceiro congresso, 1956 - ataques velados

O Terceiro Congresso foi convocado logo após Nikita Khrushchev denunciar Joseph Stálin no 20º Congresso do Partido Comunista da União Soviética (PCUS). Foi um momento de grande desconforto para Kim Il-sung, que tinha medo dessa mudança na paisagem política pode custar-lhe a sua permanência no poder. E ele estava certo: Leonid Brezhnev, o representante Partido Comunista da União Soviética (PCUS) no congresso, fez um discurso em que ele mencionou a "restauração das normas leninistas da liderança coletiva", que era visto como um ataque velado ao "governo de um homem" de Kim. No entanto, o ataque real sobre a autoridade de Kim veio mais tarde - em agosto - quando um grupo de funcionários mais liberais do partido tentou remover Kim do poder. Eles concordavam com Brezhnev sobre culto à personalidade de Kim violar as regras leninistas. No entanto, Kim estava bem preparado para o ataque, ea oposição foi rapidamente esmagada.


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A Primeira Conferência, 1958 - Os expurgos

A primeira conferência, diferente de um congresso apenas na quantidade de pompa e cerimônia, foi quando Kim tentou terminar a purga de quaisquer vozes da oposição. Kim expulsou os dissidentes dos círculos dominantes imediatamente após o atentado contra o seu poder, mas mais tarde foi forçado a recuar por causa dos soviéticos e dos chineses. No entanto, quando a atenção de Moscou e Pequim não estava mais focado sobre Pyongyang, as relações entre eles começou a se deteriorar, Kim estava livre para agir como quisesse - e a oposição foi, de uma vez por todas, removida. Peter Ward, um erudito que estudou esta conferência em grandes profundidades, sugere que a Coréia do Norte foi provavelmente influenciada pela China para a escolha de uma conferência como um modelo para purga. Em 1955, o Partido Comunista da China removeu Rao Shushi e Gao Gang por se opor à Mao Zedong - e também foi realizado em uma conferência, e não em um congresso.


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O Quarto Congresso de 1961 - A independência

O Congresso de 1961 foi o primeiro após a Coréia do Norte tornar-se politicamente independente da União Soviética. As instituições dirigentes do partido estavam agora totalmente composta por velhos amigos e seguidores (principalmente ex-guerrilheiros da Manchúria) de Kim. O culto à personalidade como a conhecemos ainda estava para ser construído, mas a idade de facções políticas havia sido erradicada.


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A Segunda Conferência, 1966 - um encontro as escondidas

A segunda conferência foi, talvez, o maior evento mais enigmático da história norte-coreana. Não há transcrições de domínio público, os relatórios sobre o processo em embaixadas estrangeiras em Pyongyang naquele momento permanecem obscuros, mesmo diplomatas da Alemanha Oriental, apesar dos esforços sérios, não conseguiram obter quaisquer transcrições. Seus relatórios simplesmente declaram que alguns políticos de alto escalão foram purgados. Ela tem sido considerada por ser nesta conferência que a Coréia do Norte anunciou internamente a militarização da economia. Várias fontes dizem que Kim estava considerando uma segunda tentativa de invadir o Sul no final dos anos 1960 e testemunhos de pessoas em Pyongyang no momento sugerem que era um momento de intensos treinamentos para militares e civis. Esta conferência também iniciou o processo que levou ao nascimento dramático do culto à personalidade de Kim. Ele purgou alguns de seus companheiros leais, conhecidos como a "facção KAPSAN", e em abril de 1967 anunciou a criação do "sistema ideológico monolítico". Este foi o momento em quê a Coréia do Norte transformou-se claramente em um estado totalmente autocrático e repressivo.


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O Quinto Congresso, 1970 - Emblemas novos

Quatro anos depois da tal reunião histórica, o Quinto Congresso aprovou sem intercorrências o discurso de Kim sobre os "três revoluções" - ideológica, tecnológica e cultural, que foram implementadas. Isso mostrou que o conceito de revolução na RPDC não era mais Soviética, mas maoísta, em que a revolução não é a revolta de um povo para derrubar o regime, apenas a atividade regular do partido no poder. A Coréia do Norte alega que foi neste congresso que Kim Jong-il, filho de Kim Il-sung, introduziu os emblemas icônicos que caracteriza a face de seu pai.


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O Sexto Congresso, 1980 - Um novo herdeiro

O sexto e - até daqui à poucas horas - último congresso do Partido dos Trabalhadores convocado em 1980 tinha como principal objetivo apresentar tranqüilamente o herdeiro ao trono - Kim Jong-il. No entanto, não antes de 1981 que Kim Jr veio a ser oficialmente e abertamente apresentado como sucessor de seu pai. Muitos convidados estrangeiros participaram deste congresso - a maioria de países africanos. Talvez o visitante mais notável fosse Robert Mugabe, que, 36 anos depois, ainda governa o Zimbabwe, outra ditadura comunista no rastro da incompetência.


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A Terceira Conferência de 2010 - O culto à personalidade

A terceira conferência foi quando o filho de Kim Jong-il, Kim Jong-un, apareceu no Rodong Sinmun nomeado como o sucessor. A Kim Jong-un foi dada a classificação de general de quatro estrelas e nomeado vice-presidente da Comissão Militar Central do partido. Como seu pai, em 1980, o jovem Kim iniciou imediatamente a exercer um culto de personalidade própria. Mas, quando seu pai morreu apenas um ano depois, as elites de Pyongyang correram para coroar seu novo líder o "sol da nação" - e um novo culto nasceu.


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A Quarta Conferência de 2012 - A ascensão

Esta conferência foi sobre a ascensão de Kim Jong-un. Kim foi promovido a Primeiro-Secretário do Partido e Presidente da Comissão Militar Central, enquanto, simultaneamente, "eleito" o primeiro Presidente da Comissão Nacional de Defesa. Seu falecido pai, por sua vez, foi proclamado o Presidente Eterno da Comissão Nacional de Defesa e o Secretário-Geral Eterno do Partido.


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Qual o próximo ato? A grande questão para o próximo Congresso é saber se a Coréia do Norte anunciará quaisquer grandes reformas políticas ou econômicas. E a resposta honesta é: ninguém sabe.


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